CAPÍTULO 11

1128 Palavras
ELOÁ - Aí quero ir não - diz me abraçando - Daqui a três meses volto a infernizar você lá - Eu vou sentir saudades... principalmente desse olhar que parece de uma onça pronta pra da o bote. - Eu tenho um olhar de onça é? - falo me abraçando ele. - Tem... das mais brabas ainda - fala rindo - mais ainda é a minha princesa. - Você realmente está me fazendo virar princesa, eu não sou assim... sou vida louca, olha eu aqui boiolinha dormindo horas agarradinha com alguém. - Somos dois então - Você tem cara de fofinho... você é fofinho. - Eu posso ser certinho, fofinho já não é um talento meu... só sou fofo com você. - Você é grosso com as pessoas? - Grosso não, as vezes o meu humor é diferente - dou risada. - O famoso rabugento. - As vezes. - Eu gosto do rabugento mesmo assim - falo dando beijo nele. ••• Depois de uma sessão de grupo, estou falando com minhas irmãs e até o Pedro rolou na vídeo chamada. - O que você achou da sogrinha? - ele rir. - Maravilhosa, agora eu entendi porque vocês são bonitas. - Tira o olho da minha mãe - dou um t**a no ombro dele que está se acabando de rir. - Tô brincando... eu já conhecia ela de vista, ela parece que aceita bem as decisões de vocês né? - Sim, ela nos criou pra ser livre... a sua é uma chata né? - Ei não fala assim - diz jogando uma almofada em mim - mas eu e minha mãe vamos dizer que, nossa relação não é a mais otimista de todas. - Meu Deus, imagine ser nora da Jara... - quando vou falar, repenso e calo a boca - Ela não implica com suas namoradas? - Ela nunca conheceu nenhuma, na verdade ninguém da minha família conheceu nenhuma. - Ah bom saber senhor Pedro, quer dizer que você não assume suas namoradas? - Quem precisa saber que está namorando sou eu, e não minha família inteira. - Eu ein que família estranha. - Você apresenta seus namorados ao seus pais? igual se fazia anos atrás? - Óbvio que sim, é desse jeito que se oficializa uma relação. - Então ta senhora certinha, preciso tomar banho pra ir. - Vai não - falo puxando ele prendendo as pernas na sua cintura, e ele cai em cima de mim. - Eu vou sentir saudades de você - diz me beijando. ●●● Depois de safadezas e milhares de despedidas, estamos no aeroporto. - Quando chegar lá me avisa - Tá certo - Tchau sugarbaby - Tchau princesa - chamam o voo dele e agora não tem mais volta - se cuida. - Pode deixar... se cuida também, até daqui a três meses. - Até - de da o último beijo e vai. Ver que eu e o Pedro somos tão diferentes, ele é super certinho e eu adoro uma aventura, ele é super discreto e eu o que não sou é discreta, é só olhar minhas tatuagens, minhas roupas. Ele todo miudinho, eu fico uma cavalona perto dele... realmente se me falassem que hoje eu estaria ficando com ele eu não acreditaria. E ainda por cima mais novo, o Pedro veio pra calar tudo que um dia eu falei que não queria. ●●● Já é noite e o Pedro ainda não ligou, estou agora me arrumando pra sair. Por mais que eu esteja sentindo falta dele, eu vou continuar morando aqui por um tempo, não posso simplesmente ficar trancada no hotel. Eu já estou acostumada ficar só, eu já trabalho assim a anos... eu já viajei por muitos lugares e sempre faço algumas amizades nos lugares que vou... mas sempre fico sozinha, eu gosto da sensação de está livre, só que dessa vez eu tive o Pedro não era um colega de trabalho ou um que eu fiz amizade passageira na boate. Mas vida que segue, não sou o tipo de pessoa que fica lamentando as coisas... eu gosto é de viver. E outra, o bonitinho deixou uma camisa dele e o seu perfume... ele disse que era pra mim sentir seu cheiro em todo o lugar. Eu definitivamente passei seu perfume no quarto inteiro. Termino minha maquiagem e faço babylis no cabelo... me sinto mais bonita, passo meu bom perfume e vou pedir um carro. ●●● Chego na boate e nenhuma se compara ao Brasil. Animação, música, energia... o Brasil ganha de lavada. Estou sentada por enquanto bebendo, e tem um grupo com 5 garotos me encarando... e logo depois se aproximam. - Oi - falo. - Tá sozinha? - Sim - Uau, isso é realmente difícil aqui. - Acontece, vocês são de onde? - Eu sou da Austrália - Eu sou do Japão - E somos da América - americano e seu senso de grandeza - Ah é? eu também - É? - Sim, dá América do Sul... Brasil. - Uau você é do Brasil... fala muito bem inglês. - Obrigado, você também - ele rir. ●●● Fomos pra pista de dança e começou tocar música eletrônica que eu odeio, mas estava afim de me divertir então dancei como se fosse a música da minha vida. Os até que são legais, tomamos algumas bebidas e dançamos loucamente, foi basicamente isso. Trocamos números e marcamos de sair a galera toda de novo, descobrir que dois deles são namorados e que o australiano e o japonês são intercâmbistas. Já são 00:00 da noite e estou indo pra casa. ●●● Eu peguei um taxi na rua mesmo, e da boate pra minha casa não demora muito... chego no quarto do hotel e tiro meu salto, estava doida pra fazer isso a noite toda... finalmente posso me jogar na cama. Quando finalmente pego no meu celular tem 6 ligações do Pedro. - p**a m***a - ligo de volta e na terceira tentativa ele atende. - Tô vivo, valeu por se preocupar - diz rindo. - Aí foi m*l eu só consegui ver agora, mas que bom que deu tudo certo. - Você está toda maquiada, tava fazendo o que? - Eu fui em uma balada - seu sorriso vai morrendo aos poucos. - E como foi lá? - Ah eu bebi, dancei... conheci um grupo de meninos muito legais, eles estão em intercâmbio... só dois, o resto era daqui mesmo. - Uau, você realmente é sociável. - Nunca neguei, e você? como foi o voo? - Tudo tranquilo, nada saiu do planejamento não... cheguei, tomei banho e fiquei te ligando, depois fui comer algo, assistir e estou aqui - diz sem animação - você ficou com alguém lá? - Não
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