CAPÍTULO 10

1122 Palavras
ELOÁ São 8:15 da manhã e estamos nos arrumando pra sair. Amanhã o Pedro vai embora então decidimos passar o dia todo juntos. É estranho pensar que faz pouco tempo que a gente se conhece e eu estou imaginando como vou ficar esse tempo aqui sem ele. - Tá pronta? - Estou - Então vamos princesa A gente encontrou um lugar onde tem algumas senhorinhas vendendo lembrancinhas pra viagem, aqueles imã com "i love" alguma coisa... O Pedro se negou a comprar um, e eu tive uma crise de riso no meio da rua com o olhar de desespero dele quando viu. Estamos andando de mãos dadas e claro muitas pessoas passam e ficam encarando a gente, eu finjo que nem estou vendo. - Caraca as pessoas não disfarçam não - ele diz incomodado - Uma n***a tatuada, do lado de um branquelo com carinha de neném ... vai ver tão achando que eu te sequestrei ou estou te pegando pra criar- ele rir. - O povo viaja muito, e eu não sou branquelo. - Aqui é só o começo, coisa você vai ver se a gente for pro país da sua família. - Eu hein, gosto de ninguém me encarando não. ●●● Paramos pra comer e o senhora não para de nos encarar, ela é a dona do restaurante. - Vocês são um casal? - ele foi nos entregar a conta e não se aguentou de curiosidade. - Somos, porque? - Não, nada... é porque é difícil de ver... quando eu vejo eu acabo estranhando. - Falar da nossa vida é a forma de pagamento? - o Pedro pergunta sem paciência também. - Não senhor, aqui está sua conta... desculpa o incomodo- fala e sai. ••• Depois de passear mais um pouco e caminhar loucamente, passamos em frente a um lago e óbvio tiramos fotos.  Amanhã volto pra minha realidade, nem parece... eu não fiz amizade ainda aqui, porque eu sabia que tinha o Pedro, agora vou ter que socializar com a galera de novo. - Que foi que está pensativa? - Vou ter que me inserir no mundo novamente depois que você for embora - Vai ser facinho, você conquista as pessoas rápido. - É... tenho que admitir. ••• Chegamos finalmente na casa e sentamos na área em cima da casa, que tem alguns banquinhos e sofá... tiramos os sapatos e sentamos.  O Pedro deita com a cabeça no meu peito e ficamos em um silêncio por um tempo... mas um silêncio bom, não aquele silêncio de desconforto. - Você vai poder ficar com outras meninhas lá viu - falo quebrando o silêncio. - Menininhas, eu tenho quantos anos? - diz rindo. - Você entendeu, homem adulto de 23 anos - Você está me dando uma carta branca? - Sim...seila eu não sei o que passa na sua cabeça, mas gosto de deixar claro. - Então você também tem sua carta branca. - Vamos ficar meses mesmo longe né... é o certo. - Sim concordo, não temos nada sério, então é o melhor - diz com uma feição séria. - Nossa sua cara diz tantas coisas - falo rindo - Quais coisas? - Coisas ao contrário do que você diz por exemplo - Impressão sua - Eu posso passar o rodo nos Estados Unidos inteiro? em todos os lugares que eu for? - falo pra ver o que ele vai dizer. - Claro... sua liberdade né, quem limita ela é você... não sou eu. - Então ta, mas vamos continuar conversando? - Sim, você não quer? - Quero, era só pra ter certeza - ele levanta de onde está deitado e sobe ficando da mesma altura que eu e fica me encarando e depois rir - oxe, o que foi? - Que maluquice... você estava no Brasil o tempo inteiro e eu vim encontrar você aqui. - Sim e querendo ou não vivemos no mesmo ciclo. - Sim... é meio doido mesmo, e amanhã eu já vou embora. - Mas em alguns meses eu volto, talvez em dois... espero que seja antes. - Só se você for substituida, porque a jornada só está prevista pra acabar daqui a três meses. - Eu acredito que não vou ser, então é isso - falo sorrindo e ele sorrir também. ●●●● Passamos a noite toda grudados literalmente, o Pedro ficou bêbado de vinho e virou o homem mais bem humorado do mundo... acho que nunca rir tanto das maluquices que ele falou, dançou e tudo. Depois simplesmente apagou e eu ainda fiquei uma hora rindo até ir dormir com ele também. ●●● Amanheceu e olho ao redor, e nada dele na cama... procuro ele pela casa e ele está no banheiro. - Esta bem? - pergunto. - Eu acho que sim, não tenho certeza. - Abre a porta que eu ajudo você - ele abre a porta e está sem camisa com a toalha amarrada na cintura. - Minha cabeça está girando... eu achei que iria vomitar, mas não saiu nada. - A ressaca de vinho é f**a - falo rindo - vem, vamos tomar banho - ele entra no box e tiro minha roupa e entro também. Ligo o chuveiro e ele fica parado embaixo do chuveiro com o olho fechado. Começo fazer massagem em suas costas, depois pego uma esponja com sabão e começo a passar nele. - Vira, mamãe vai cuidar de você - escuto uma risada dele. - Posso nem rir que minha cabeça doe Depois de praticamente da banho nele, vou fazer café e ele desmaiado na cama. - Toma Pedro - ele senta na cama. - Eu ainda tenho que ir embora. - Não vai então... fica aqui, talvez seila uns três meses - ele rir e depois se arrepende - Aí - diz reclamando - deita aqui Deito e ele me abraça. - Seu voo é que horas? - 17:30 - Então dá tempo dormir e a ressaca passar. ●●● E foi justamente isso que fizemos, dormimos abraçados... um de frente pro outro, ficamos exatamente quase 5 horas dormindo na mesma posição. - Precisamos voltar pro hotel pra pegar suas coisas - falo com o Pedro que está com olho fechado mas está acordado. - Tenho que devolver o carro e entregar a casa... minha mala nem está pronta - diz ainda sem abrir o olho - e eu não queria fazer nada disso. - Já dei a dica... larga tudo e fica aqui. - Queria... mas tenho trabalho no Brasil - Eu vou me arrumar enquanto você decide - levanto e ele continua jogado na cama. ••• Do nada ele renasceu das cinzas e já estamos no hotel.
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