CAPÍTULO 9

1178 Palavras
ELOÁ Vamos sair e pensamos em fazer um programa mais leve, que não envolva álcool e coisas perigosas noturnas. - Você tá fazendo o que? - Dobrando suas roupas - estou terminando de me arrumar no meu quarto e o Pedro com certeza estava surtando com a minha bagunça. - Não precisa fazer isso Pedro. - Não tem problema, é que eu não consigo ver e não fazer. - Da próxima vez eu arrumo bonitinho pro seu toc não ativar - ele rir. ... - De quem é essa chave? - pergunto vendo o Pedro com uma chave na mão, ele desceu primeiro pro hall do hotel equanto eu fiquei me maquiando no banheiro. - Eu aluguei um carro pra gente poder passear em paz, sem precisar ficar chamando táxi. - Boa ideia - Vamos entrar na carruagem Cinderela? - diz abrindo a porta do carro. - Claro meu príncipe ... Estamos passeando pela cidade e vamos passar no mac pra comer um lanche. - A gente podia ir pra Miami né? - Quando você voltar a gente vai. Estamos parando em lugares legais e tirando foto, e passeando igual aqueles casalzinhos de filme de mãos dadas, quem diria que eu estaria fazendo isso... até eu estou surpresa.   - Vamos no cinema? - pergunto. - Vamos, assistir o que? - O que estiver em cartaz - ele rir. - Isso é perigoso. - A gente faz sorteio, e o filme sorteado a gente assiste. - Eu topo. Entramos no cinema e tem 7 filmes em cartaz. - Tá, vamos contar daqui pra lá, o número que sair a gente assiste... 1,2,3 e já - coloco dois e ele cinco - a não Pedro. - Você que decidiu assim - Ah é de terror esse, eu odeio filme de terror. - Quer trocar? - Eu dei minha palavra né?...vamos - Eu gosto assim, corajosa. - Besta Pegamos nossas pipocas e refrigerantes e entramos na sala, a sessão esta praticamente vazia... sentamos na última fileira, e só tem a gente em cima, as 15 pessoas que está na sessão estão sentamos no meio. O filme começa e eu já tomei dois sustos seguidos, se tem uma coisa que eu odeio é levar susto. Eu me agarro ao Pedro e fico com a cabeça deitada em seu pescoço, que arrependimento escolher esse filme. Eu preciso me destraiar pra tentar ignorar esses gritos horríveis no alto falante da sala. Olho e vejo o pescoço do Pedro dando sopa, ele esta concentradissimo assistindo, levanto um pouquinho minha cabeça que está em seu ombro pra poder alcançar seu pescoço, dou um beijo e ele tira a atenção da tela e me olha, ele passa sua mão pra minhas costas e me abraça, igual aquelas cenas clássicas de cena de cinema. Passo a língua no seu pescoço e sinto ele se arrepiando... o mesmo me olha de r**o de olho e dou risada, começo a c****r seu pescoço e com certeza vai ficar marcado. Ele aperta meu braço com a mão que está sobre mim. - Para Eloá... a gente tá no meio do cinema. - Assim que é bom ... não tem quase ninguém aqui, tá escuro, ninguém fala nossa língua ... tudo perfeito. - Você gosta do perigo né? - Eu amo - falo dando selinho nele. - Já me desconcentrei todo do filme - fala e eu dou risada. - Eu não estava prestando atenção em nada mesmo - coloco minha pernas na perna dele e sinto seu volume e dou risada, coloco meu corpo perto do dele que me abraça mais e fico quietinha pra ver se esse filme acaba logo. ●●● Depois de praticamente dormir, porque fechei o olho pra não ver o filme, quase dormir ... porém os gritos e o medo não me deixou. - Tá feliz agora? - ele pergunta assim que a gente sai da sala. - Estou, me lembre de nunca mais escolher filme na sorte - ele rir. ... Saímos do cinema e o Pedro disse que vai me levar pra um lugar. - Vai demorar pra chegar lá? - Não, é rápido. Ele toda hora olhava o celular e fica enrolando no caminho, eu fiquei quieta pra não ser a estraga rolê, mas finalmente chegamos a casa parece de filme de romance da sessão da tarde. - Aí que lindo - Pra gente ficar hoje. - Eu não tenho nem roupa. - Não precisa de roupa - dou risada - Até parece, seu sem vergonha. - Mas eu pensei nisso, tem roupas aí - Você trouxe minhas roupas? - Um leve furto... foi por uma boa causa. - Meu Deus você não presta, como você pegou roupa e não percebi? - Eu não estava arrumando suas roupas atoa. - Meu Deus que pilantra- ele rir. ... Entramos na casa e na parte externa tinha uma mesa com comidinhas e vinhos. - Hum... que lindeza, estou morrendo de fome, por isso você está me enrolando né? - Claro tinha que esperar as meninas saírem daqui primeiro. - Hum que lindinho... vamos comer? - Vamos comilona - Eu sou gulosa, fazer o que? - É eu sei. Jantamos e logo depois entramos, o Pedro colocou um vinil de blus e jazz pra tocar na vitrola que tem na casa e abriu um vinho, tomamos banho em banheiro diferentes, coloquei uma lingerie, fiquei bonita e cheirosa e fui pra sala.  Ele não tava lá ainda, então começou a tocar uma música que eu adoro, "grover washington jr just the two of us" se você nunca ouviu essa música escute, é perfeita, eu comecei a dançar com minha taça de vinho na mão, fecho os olhos deixando a melodia me levar, quando abro e olho, o Pedro surge com o cabelo molhado sem entender nada.  Por incrível que pareça ele não me olhou com maldade, e olhou com uma cara inocente mesmo, o que é perigoso... ele deve enganar muita gente com essa carinha de bebê dele. Depois ele cruza os braços e se encosta na parede me assistindo dançar. Eu vou na direção dele e puxo ele pra dançar também. E fica a gente no meio da sala dançando e sorrindo, nem nos meus sonhos mais loucos isso iria acontecer. - Eu vou sentir sua falta - ele diz enquanto está abraçando a minha cintura. - Eu também vou sentir a sua, mas vamos nos encontrar ainda. - Mas vai demorar um pouquinho. - Aí nem me fale - Mas vamos deixar pra pensar nisso depois - diz me dando beijinhos, e vai passando a mão até parar no meu bumbum - eu ainda não me conformei - diz rindo. - Acho incrível como essa carinha de inocente engana. - Esse é meu charme - Hum... eu gosto desse charme - falo e passo meu braço ao redor do seu pescoço e iniciamos um beijo. Eu estou literalmente vivendo um filme de sessão da tarde, agora com um toque de 50 tons de cinza que a gata não tá morta.
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