ELOÁ
Vamos sair e pensamos em fazer um programa mais leve, que não envolva álcool e coisas perigosas noturnas.
- Você tá fazendo o que?
- Dobrando suas roupas - estou terminando de me arrumar no meu quarto e o Pedro com certeza estava surtando com a minha bagunça.
- Não precisa fazer isso Pedro.
- Não tem problema, é que eu não consigo ver e não fazer.
- Da próxima vez eu arrumo bonitinho pro seu toc não ativar - ele rir.
...
- De quem é essa chave? - pergunto vendo o Pedro com uma chave na mão, ele desceu primeiro pro hall do hotel equanto eu fiquei me maquiando no banheiro.
- Eu aluguei um carro pra gente poder passear em paz, sem precisar ficar chamando táxi.
- Boa ideia
- Vamos entrar na carruagem
Cinderela? - diz abrindo a porta do carro.
- Claro meu príncipe
...
Estamos passeando pela cidade e vamos passar no mac pra comer um lanche.
- A gente podia ir pra Miami né?
- Quando você voltar a gente vai.
Estamos parando em lugares legais e tirando foto, e passeando igual aqueles casalzinhos de filme de mãos dadas, quem diria que eu estaria fazendo isso... até eu estou surpresa.


- Vamos no cinema? - pergunto.
- Vamos, assistir o que?
- O que estiver em cartaz - ele rir.
- Isso é perigoso.
- A gente faz sorteio, e o filme sorteado a gente assiste.
- Eu topo.
Entramos no cinema e tem 7 filmes em cartaz.
- Tá, vamos contar daqui pra lá, o número que sair a gente assiste... 1,2,3 e já - coloco dois e ele cinco - a não Pedro.
- Você que decidiu assim
- Ah é de terror esse, eu odeio filme de terror.
- Quer trocar?
- Eu dei minha palavra né?...vamos
- Eu gosto assim, corajosa.
- Besta
Pegamos nossas pipocas e refrigerantes e entramos na sala, a sessão esta praticamente vazia... sentamos na última fileira, e só tem a gente em cima, as 15 pessoas que está na sessão estão sentamos no meio.
O filme começa e eu já tomei dois sustos seguidos, se tem uma coisa que eu odeio é levar susto.
Eu me agarro ao Pedro e fico com a cabeça deitada em seu pescoço, que arrependimento escolher esse filme.
Eu preciso me destraiar pra tentar ignorar esses gritos horríveis no alto falante da sala.
Olho e vejo o pescoço do Pedro dando sopa, ele esta concentradissimo assistindo, levanto um pouquinho minha cabeça que está em seu ombro pra poder alcançar seu pescoço, dou um beijo e ele tira a atenção da tela e me olha, ele passa sua mão pra minhas costas e me abraça, igual aquelas cenas clássicas de cena de cinema.
Passo a língua no seu pescoço e sinto ele se arrepiando... o mesmo me olha de r**o de olho e dou risada, começo a c****r seu pescoço e com certeza vai ficar marcado.
Ele aperta meu braço com a mão que está sobre mim.
- Para Eloá... a gente tá no meio do cinema.
- Assim que é bom ... não tem quase ninguém aqui, tá escuro, ninguém fala nossa língua ... tudo perfeito.
- Você gosta do perigo né?
- Eu amo - falo dando selinho nele.
- Já me desconcentrei todo do
filme - fala e eu dou risada.
- Eu não estava prestando atenção em nada mesmo - coloco minha pernas na perna dele e sinto seu volume e dou risada, coloco meu corpo perto do dele que me abraça mais e fico quietinha pra ver se esse filme acaba logo.
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Depois de praticamente dormir, porque fechei o olho pra não ver o filme, quase dormir ... porém os gritos e o medo não me deixou.
- Tá feliz agora? - ele pergunta assim que a gente sai da sala.
- Estou, me lembre de nunca mais escolher filme na sorte - ele rir.
...
Saímos do cinema e o Pedro disse que vai me levar pra um lugar.
- Vai demorar pra chegar lá?
- Não, é rápido.
Ele toda hora olhava o celular e fica enrolando no caminho, eu fiquei quieta pra não ser a estraga rolê, mas finalmente chegamos a casa parece de filme de romance da sessão da tarde.
- Aí que lindo
- Pra gente ficar hoje.
- Eu não tenho nem roupa.
- Não precisa de roupa - dou risada
- Até parece, seu sem vergonha.
- Mas eu pensei nisso, tem roupas aí
- Você trouxe minhas roupas?
- Um leve furto... foi por uma boa causa.
- Meu Deus você não presta, como você pegou roupa e não percebi?
- Eu não estava arrumando suas roupas atoa.
- Meu Deus que pilantra- ele rir.
...
Entramos na casa e na parte externa tinha uma mesa com comidinhas e vinhos.
- Hum... que lindeza, estou morrendo de fome, por isso você está me enrolando né?
- Claro tinha que esperar as meninas saírem daqui primeiro.
- Hum que lindinho... vamos comer?
- Vamos comilona
- Eu sou gulosa, fazer o que?
- É eu sei.
Jantamos e logo depois entramos, o Pedro colocou um vinil de blus e jazz pra tocar na vitrola que tem na casa e abriu um vinho, tomamos banho em banheiro diferentes, coloquei uma lingerie, fiquei bonita e cheirosa e fui pra sala.

Ele não tava lá ainda, então começou a tocar uma música que eu adoro, "grover washington jr just the two of us" se você nunca ouviu essa música escute, é perfeita, eu comecei a dançar com minha taça de vinho na mão, fecho os olhos deixando a melodia me levar, quando abro e olho, o Pedro surge com o cabelo molhado sem entender nada.

Por incrível que pareça ele não me olhou com maldade, e olhou com uma cara inocente mesmo, o que é perigoso... ele deve enganar muita gente com essa carinha de bebê dele.
Depois ele cruza os braços e se encosta na parede me assistindo dançar.
Eu vou na direção dele e puxo ele pra dançar também.
E fica a gente no meio da sala dançando e sorrindo, nem nos meus sonhos mais loucos isso iria acontecer.
- Eu vou sentir sua falta - ele diz enquanto está abraçando a minha cintura.
- Eu também vou sentir a sua, mas vamos nos encontrar ainda.
- Mas vai demorar um pouquinho.
- Aí nem me fale
- Mas vamos deixar pra pensar nisso depois - diz me dando beijinhos, e vai passando a mão até parar no meu bumbum - eu ainda não me
conformei - diz rindo.
- Acho incrível como essa carinha de inocente engana.
- Esse é meu charme
- Hum... eu gosto desse charme - falo e passo meu braço ao redor do seu pescoço e iniciamos um beijo.
Eu estou literalmente vivendo um filme de sessão da tarde, agora com um toque de 50 tons de cinza que a gata não tá morta.