Capítulo 6

1363 Palavras
Algum tempo depois, uma moto se aproxima e da garupa desce Marco. Um largo sorriso surge em seu rosto. - Vai ter que me dizer por quê tão chamando tu agora de Perigosa - diz se aproximando, abrindo os braços. Me encaixo ali, inalando profundamente seu perfume. - Não deveria estar descansando? - Fui olhar de perto esse baile funk. Ter certeza que nada iria dar errado - Ele mantém uma mão na cintura, enquanto olhava a rua pouco iluminada. Voltando a olhar para mim, mantém o sorriso sexy no rosto -Tô feliz que veio me ver. Contenho o sorriso que surgiu com o comentário. - Posso voltar outra hora, se tiver muito ocupado. - Nada disso. Vamo pra aquele barraco lá. Lá nos tem privacidade. Assinto, andando em direção do meu carro, tendo minha mão segurada pela dele. Sentado no banco do carona, Marco alterna o olhar entre eu e a estrada. - Não lembro que dirigia tão bem. - Só coloquei em prática o quê me ensinou. Seguindo as instruções dele, dirijo até o barraco, onde me fez tirar a bala que estava em seu corpo. O lugar estava empoeirado, mas continuava da mesma forma. Trazendo as lembranças daquele dia. Sou a primeira a entrar, olhando tudo com atenção. Atrás de mim, Marco fecha a porta, a trancando, pressionando minha boca contra a dele, quando me viro para ele. — Marco — Minha voz sai rouca — Não melhor a gente parar? - Ele ainda continuava visivelmente machucado, não queria machucá-lo ainda mais. Ele recua, olhando para mim por entre os cílios longos. — Tem certeza? — murmura, ainda com as mãos em minha cintura — Porque quero continuar — Se aproximando novamente, me beija, mordiscando minha boca a medida que me beijava, enquanto sua língua permanecia numa dança sensual. Só o fato dele estar apenas me beijando, já estava me deixando louca. Puta merda. — Marco... — m*l consegui formar as palavras, enterrando os dedos em seu cabelo num esforço para não me entregar completamente — Você ainda tá machucado. Não quer... — Quem disse que não quero? — Recuando, ele olhou para mim novamente com expressão sombria e ardente. — Eu quero, Antônia... Você me faz querer. Respiro fundo, sentindo minha calcinha molhar. — Não quero machucar você. Os lábios dele se curvaram para cima. — Tu quer, da melhor forma possível — Ele tira uma das mãos da minha cintura, enfiando uma das mãos por de baixo do vestido que vestia, tocando com as pontas dos dedos minha b****a — Não quer? Quase explodi, enquanto o insinuava a continuar fazendo os movimentos circulares em meu clítoris. — Quero... — Minha voz pareceu um rosnado quando o puxei para mais perto, indo de costas de encontro a cama de solteiro — Eu quero machucar você, trepar com você, de todas as formas possíveis e mais um pouco. - Quero marcar sua pele bonita e ouvi-lo gritar quando eu me enterrar em sua b****a e fazer você gozar em volta do meu p*u. É isso o que você quer ouvir, não é, minha Perigosa? — Segurando meus os braços com força, me encara friamente. — É isso que tu quer? Passo a língua pelos lábios, com um brilho sombrio peculiar nos olhos. — Sim. — digo num sussurro — Sim, Marco. É exatamente o que quero. Merda. Fecho os olhos, literalmente tremendo de desejo. Da forma como ele estava em cima de mim, apenas com a bermuda que separava minha b****a do seu pênis. Se eu me erguesse alguns centímetros, poderia senti-lo melhor, imaginá-lo me investindo repetidamente em meu corpo pequeno e apertado. A tentação era insuportável. Um... dois... três... Forcei-me a fazer uma contagem mental até que recuperasse um mínimo de controle. Em seguida, abri os olhos e encontrei o olhar dele novamente. — Não, Marco. — Minha voz estava quase normal quando soltei meus braços e coloquei as mãos em seu rosto. — Não é assim que as coisas acontecerão. Ele pestanejou, parecendo abalado. — O quê... Levo minha cabeça de encontro a dele, interrompendo-0 com um beijo. Invadindo sua boca, de forma lenta e profunda, sentindo seu gosto e acariciando-o com a língua. Em seguida, agarro seus cabelos e o empurro para baixo entre as minhas pernas, gostando da expressão chocada em seu rosto. — Você vai chupar minha b****a — digo com a voz rouca. — E depois, vou te comer. Entendeu? Ele sorri, obedecendo imediatamente. Puxando minha calcinha para o lado, ele coloca os lábios em volta do meu clítoris e começa a acariciá-lo ritmicamente com a mão. O interior da boca de Marco era quente, sedoso e molhado, quase tão delicioso quanto seu pênis, e a pressão da mão dele era perfeita. Estava tão perto do limite que só foram necessários poucos minutos para que o orgasmo atingisse minhas terminações nervosas. Gemendo, agarro os cabelos dele novamente e empurro minha b****a mais fundo em sua boca, forçando-o a engolir cada gota. Encaro o teto ofegante, sorrindo para mim mesma, a medida que sentia o orgasmo se espalhar por todo meu corpo. — Abra as pernas — Ele manda, empurrando o vestido para cima para expor a parte debaixo do meu corpo. Faço como ele instruí, com o olhar cheio de ansiedade e um toque de receio. Ele colocai as mãos nas minhas coxas bronzeadas, desfrutando da textura delicada da pele. Em seguida, se abaixa, suspendendo mais um pouco o vestido, expondo os lábios brilhantes da boceta. — Tu tem uma b****a muito sexy — As palavras saíram baixas e roucas quando seu desejo, m*l aplacado, voltou de forma furiosa. Se abaixando ainda mais, senti o perfume doce e almiscarado dela. — Uma b****a tão linda e molhada. A minha respiração se torna irregular novamente e um gemido escapou da minha garganta quando pressiona os lábios contra as dobras dela, beijando-as de leve. — Marco, por favor. — Soou como se estivesse sendo torturada. — Por favor, eu... eu preciso de você de novo. — Sim. — Ele deixa com que sua respiração atingisse a pele sensível. — Eu sei que precisa. — Passa a língua em minha f***a de forma lenta e longa. — Você sempre precisará de mim, não é? — Sim. — Ergo os quadris, implorando. — Sempre. — Então, minha Perigosa, aqui está sua recompensa. Pressionando a língua novamente sobre meu c******s, começa a me dar prazer, absorvendo meus pedidos e os gemidos. Quando finalmente estremeço e grito em êxtase, me lambe um pouco mais, acompanhando as contrações do orgasmo. Em seguida, se deita ao meu lado na cama, quase não cabendo nós dois, apoiando a cabeça no braço esquerdo e acomodando minha cabeça em seu ombro direito. Ficamos deitados assim por alguns momentos, encarando o vazio e ouvindo os barulhos dos insetos. Eu ainda o queria, mas o desejo estava mais fraco agora. Mais controlado. - Tu não tem ideia de como senti falta do teu corpo - diz ele sem me olhar - Da tua pele. Da tua pele. - Depois daquele dia, ficou complicado de sair da favela. Ele me olha. - Tu fez seu nome mesmo. - A polícia agora me vi como uma ameaça. - Era por isso que não queria que passasse. Sustento o olhar dele, o olhando com atenção. - Só que naquele tempo, não via opção pra mim além daquela. - E hoje tu vê? - Com você vejo - digo, hesitante, esperando uma resposta negativa. A surpresa estampa o rosto dele e lentamente surge um sorriso em seus lábios - A gente pode ir pra um lugar bem longe, se brincar até pra fora do Brasil. Podemos morar na Argentina, começar do zero. Lá ninguém conhece a gente e... - Eu topo - diz de repente, me interrompendo - Com você vou pra qualquer lugar. - Sério mesmo? - pergunto sem acreditar. - Qualquer lugar. Mas vai ter que largar de vez o tráfico. - Eu largo. Eu largo! - digo sem pensar, encaixando minha cabeça na curvatura do pescoço dele, o abraçando. Se pudesse largar naquele momento, largaria. Só para não correr o risco de perder novamente minha felicidade.
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