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1523 Palavras
O herdeiro do morro da Rocinha, [22/06/2023 01:34] Csapítulo 64 Silvia narrando Eu troco de roupa e desço com a bandeja, Samanta me encara. Bom dia – ela fala – eu até preparei o café mas vi que Amanda foi mais rápida. Estava uma delicia o café dela, bom dia. Não que o seu não seja, seu bolo estava muito bom ontem. Você dormiu bem? – ela pergunta Sim – eu respondo – obrigada por tudo, mas talvez eu tenha que ir. Não, n[´os vamos até o consultório – ela fala – fazer o ultrassom, certo? Sim – eu respondo. Eu assinto com a cabeça, a gente sai da casa dela e o consultório era quase ao lado, a clinica estava funcionando e a gente vai direto para sala do ultrassom, ela mesmo iria fazer, porque ela tinha se especializado nessa área, ela me manda deitar na maca, Samanta era muito cuidadosa em todos os detalhes, cuidava para que eu me sentisse bem em tudo. Eu vou começar o exame, se você quiser eu posso desligar o monitor e posso deixar ligado – ela fala Deixa desligado. Você não quer ver? – ela pergunta Não – eu respondo Tudo bem. Ela coloca o gel na minha barriga e começa a passar o aparelho por ela, eu sentia uma agonai enorme dentro de mim e eu tinha certeza que eu não queria essa criança, que eu não queria ter ela, Você está de mais ou menos 8 semanas e alguns dias, isso dar dois meses, provavelmente é o tempo que está aqui, não? Sim – eu respondo O feto está saudável, crescendo como tem que crescer, você quer ver ou escutar o coração? – ela pergunta meio que virando o monitor – aqui é ele ou ela. Eu não quero nada – eu falo para ela – eu não quero escutar nada, por favor. Eu vou colocar o fone então – ela fala conectando no monitor e continua mexendo. Eu fecho os meus olhos mas depois abro vendo Samanta, ela tira os fones e emxe no monitor, tira o aparelho. O coração está saúdavel, dentro do normal. É uma gestação tranquila e saúdavel. Eu posso tirar? – eu pergunto para ela – sei que é ilegal no Brasil, mas dentro desse morro tudo é ilegal. Siçvia – ela fala me encarando – você está nervosa com a descoberta, é normal que você fique dessa forma. Eu não quero essa criança, eu nãoilho, eussa criaero ter a criança vai atrapalhar totalmente a minha vida. Tenha ela e deirapalhar totalmente a minha vida. Tenha ela e deirapalhar totalmente a minha vida. Tenha ela e deixe ela comigo – Samanta fala – mas não tire, da mesma forma que você não pédou para passar por tudo isso, essa criança também não. – eu balanço a cabeça – vamos fazer assim, pense mais uns dias, se você decidir por tirar, eu te ajudo. Eu não respondo nada apenas volto para casa da Samanta e subo para o quarto, tinha comido algo e passado o restante do tempo deitada na cama , dormindo, apenas dormindo, eu estava com bastante sono e fazia dias já que me sentia assim e agora eu entendo porque. Eu sempre disse que não colocaria uma vida no mundo para sofrer como eu sofri, eu não queria gerar, não queria nada, na verdade, eu queria apenas fechar os meus olhos e não acordar mais. Eu acordo e já era noite, eu desço como algo e subo de volta, tomo um banho e quando saio do quarto dou de cara com Lorenzo sentado na cama. Ele me olha e eu o encaro, ele sabe que eu não sairia gritando pedindo ajuda, por isso estava aqui. O que faz aqui? – eu pergunto para ele – veio me m***r? Para ter certeza que não irei te trazer mais problemas ou um herdeiro? Ou, veio me chingar mais um pouco me ofender? Dizer que eu sou um lixo, uma p**a s****a. Ele se aproxima de mim e eu o encaro parada. Você realmente está grávida? – ele pergunta me encarando Segundo o ultrassom que a Samanta fez, de 8 semanas – eu respondo para ele – mas não se preocupa, ela disse que vai me ajudar a tirar essa criança, porque eu não vou dar a luz a ela, eu não irei gerar um filho seu e colocar no mundo. – ele me encara. – Nem no meu pior pesadelo, isso vai acontecer. O herdeiro do morro da Rocinha, [22/06/2023 01:36] Saiu com muito erro de escrita pq meu note trancou e não voltou ? O herdeiro do morro da Rocinha, [22/06/2023 23:03] Capítulo 11 Silvia narrando Lorenzo me encara e eu o encaro, eu esperava por ele já, eu imaginei que ele viria até aqui, do jeito que ele é e gosta de me infernizar, de brincar com o meu emocional. — Não precisa tirar a criança – ele fala — Como é? – eu pergunto para ele — Eu disse que você não precisa tirar a criança – ele fala – eu assumo ela – eu começo a rir — Você realmente acha que eu vou tirar essa criança com medo que você não assuma? Por medo de criar ela sozinha? Lorenzo, tudo que eu queria era ter saído desse morro e pode ter certeza que nem essa criança merece você como pai. — E vai tirar porque? – ele pergunta — Você ainda me pergunta o porque? — Você está tendo apoio de todo mundo mesmo você ter subido para o morro para me roubar – ele fala — Eu sei que para a lei de vocês, eu cometi um crime ao roubar seu dinheiro, eu cometi um crime ficar devendo drogas para vocês, eu sei de tudo isso, eu sei que eu tive sorte de ainda está viva e cara, você ter feito o que fez comigo, você ter me estuprado, você ter me chamado de lixo, não me machucou , sabe porque? Porque eu passei por tanta coisa, que você Lorenzo que se designa Aranha, na minha vida é uma formiga. — Então você vai tirar essa criança? – ele pergunta – é isso mesmo? — Você realmente acha que um de nós dois tem emocional ou capacidade para criar um filho? – eu pergunto para ele. — Olha aqui, eu não quero brigar com você e não vim aqui para discutir – ele fala — E porque veio? – eu pergunto para ele — Para que as coisas entre nós fique tranquilas. De dentro desse morro você não sai e nem vai tirar essa criança. — Você me chamou de p**a, disse que eu merecia tudo que eu passei por ser p**a – eu falo para ele e ele me encara – você sabe o que é não ter o que comer? Não ter onde dormir? Onde tomar um banho? Onde escovar os dentes? – ele me encara – eu poderia ter reagido ao e*****o, mas não reagi, sabe porque? Porque eu já troquei s**o por um pedaço de pão com mortadela e pasme muitas vezes os pães era mofados e eu comia, eu já troquei b*****e em um p*u fedido por uma garrafa de água – ele me olha – Para vim para o Rio de Janeiro, eu perdi a minha virgindade aos 15 anos de idade em um e*****o triplo na caçamba de um caminhão que me prometeu me trazer para o Rio de Janeiro em troca da grana que a Tea tinha me dado para vir embora, que era tudo que ela tinha. Eu fui abandonada nua no meio de uma estrada escura e fria, a minha sorte foi que um casal que viajava, parou a van deles e me ajudaram. Eu não sei se foi sorte na verdade, porque depois disso eu vivi muita coisa. Eu fico pensando e se meus pais ao invés de terem me abandonado em um orfanato, realmente tenha me abortado ou me matado? Eu não sentiria nada, eu não sofreria nada Lorenzo. – os meus olhos se enche de lagrimas – A minha vida é dolorida de mais, sofrida de mais, triste de mais, eu não vivo, eu sobrevivo desde que eu sai daquele orfanato. — Eu sinto muito – ele fala — Sente? – eu pergunto – você realmente acha que eu devo colocar alguém no mundo? Sendo meu filho e o seu filhos, dois fodidos filhos da p**a, que não conhece nem o próprio amor , que não consegue amar a si mesmo, vamos saber amar uma criança? Você realmente acha que poderia ser pai de uma menina? Pai de um menino? Que seria exemplo a ele? Que eu seria exemplo a uma filha mulher? Não, a gente não seria. — VocÊ não pode tirar essa criança, entrega ela a minha mãe – ele fala. Eu me afasto dele e o encaro por um espelho e ele me encara. — Essa criança não vai nascer e nem que para isso, eu precise morrer – eu falo me virando para ele – mas essa criança não vai vir ao mundo.
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