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491 Palavras

27 — Juliana Narrando Eu não conseguia tirar o sorriso do rosto vendo a alegria dele. O Diego puxou as sacolas com uma pressa que parecia que não comia há anos. Ele começou a abrir as bobinas de plástico, o cheiro do tempero da Dona Nádia invadindo aquele canto do pátio. Quando ele abriu o pote do estrogonoff, os olhos dele chegaram a brilhar. Sem nem esperar eu pegar o talher de plástico, ele já enfiou a colher no meio do frango com creme e levou uma generosa porção à boca. Ele fechou os olhos, mastigando devagar, e soltou um gemido de satisfação que veio lá do fundo. — c*****o, Juliana! Que saudade dessa comida, amor... p**a que pariu, que delícia! — Ele revirou os olhos, parecendo que estava saboreando a própria liberdade naquele prato. Eu cruzei os braços, olhando pra ele com um s

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