171

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171 -- Urso Narrando Cinco dias. Parece que passou num estalo, mas cada hora dentro daquela casa de apoio valeu por um ano de reflexão. Eu precisava disso. O Gardenal, como sempre, foi meu braço direito e meu silêncio: só ele sabia onde eu tava entocado. Todo dia ele encostava, deixava a quentinha, as garrafas d'água e sumia. Eu não queria papo, não queria relatório de boca, não queria saber se tinha invasão ou se o mundo tava acabando. Fiquei ali, com o celular desligado, jogado no sofá ou encarando o teto. Muita gente acha que o dono do morro é de ferro, mas a verdade é que o chifre e a traição corroem o cara por dentro igual ferrugem. Eu precisava limpar o ódio, deixar a poeira do sangue do Henrique baixar e entender o que eu ia fazer da minha vida daqui pra frente. Não saí nem no p

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