156 — JULIANA NARRANDO Eu entrei naquele carro que nem um vulcão prestes a entrar em erupção. Bati a porta com tanta força que o vidro chegou a vibrar. O Diego sentou no banco do motorista com aquela cara de quem tinha acabado de ganhar a Copa do Mundo, todo folgado, enquanto eu estava possuída pelo ódio. — Você é demais, Diego! Na moral, você não tem um pingo de senso! — comecei a esculhambar, gesticulando igual a uma louca. — Pra que que você fica falando das nossas intimidades pros outros? Nada a ver você fazer uma coisa dessa no meio do consultório, na frente do médico do seu filho! Você é s*******o, garoto! Dois metros de altura e uma mentalidade de cinco anos. Infantil pra c****e! Eu falava, falava e ele? Nem aí. Estava lá, com a mão no volante, subindo o morro com uma calma que m

