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1528 Palavras

155 — Henrique Narrando Eu mantive a caneta riscando o papel, mas a minha mão tremia de um ódio que eu m*l conseguia esconder. O som daquele tapa seco na b***a da Juliana ecoou no consultório como um tiro, e o deboche daquele cara... aquele "Urso"... foi o soco final no meu estômago. Eu tive que engolir seco, baixar a cabeça e fingir que estava focado no prontuário do Pedro, mas por dentro eu estava fervendo. Desde que aquele cara foi lá me ameaçar — mesmo sem ter prova nenhuma de que eu e a Juliana tivemos algo — eu decidi recuar. Graças a Deus ele ainda não sabe daquela noite, porque se soubesse, eu nem estaria aqui para contar história. Mas o que mais me dói não é o medo dele. É a postura dela. A Juliana me descartou como se eu fosse um rascunho. Quando a coisa apertou, ela não diss

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