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469 Palavras
- Que me ajude, a Larissa quer ficar comigo, mas ela só pode se você for. - Ele diz.  - O que eu tenho haver com isso, ela não precisa da minha permissão para namorar você, pode ir, eu deixo! - Digo sorrindo.  - Deixa de ser irônica! - Ele bufa. - Não estou afim! - Semana passada você convidado convidado para irmos ao cinema, então, legal agora seja sensata e colabore. - Você não está pensando em me deixar com aquele cara lá, não né? - Pergunto temendo um sim, por causa de seu olhar. - Vocês vão ser colegas de classe, vocês acreditam que o Greg ficou reprovado dois anos? Se isso acontecesse com você, até morreria. - Ele me zomba, é mais fácil eu morrer essa noite do que reprovar. - Não quero ficar sozinha com ele. - Digo. - Não se preocupe ele é um cara legal. - Ele diz.  - Tenho vergonha! - Digo e isso não deixa de ser uma verdade. - Não precisa nem falar com ele, apenas colabore. - Implora Isaías.  - Ok, mas essa vai ser a primeira e a última vez que faço isso. - Digo. - O que você tem contra eles? - Nada, é que você nunca havia precisado de mim para ficar com uma garota. - Digo minha melhor desculpa. - Obrigado gênia! - Ele diz e beija minha testa, e sai do meu quarto.    Horas depois desço para um lanche, todos estão na cozinha, conversando e sorrindo, menos eu por que estou preocupada demais, rezo a Deus que ele não se lembre de mim, e que também não queira me conhecer. Quero sair dessa noite ilesa de qualquer agressão daquele desalmado.    Subo para meu quarto depois do lanche. Olho pela janela de repente Gregório me avista, e logo acena para mim, puxo a persiana da janela e me deito. Meu Deus eu não tenho sorte nesta vida! É impossível não parar de pensar no pesadelo ao lado, pego meu caderno, checo e-mails dos meus escritores favoritos, por falar em escritores tenho uma boa desculpa para sair agora de casa e voltar só na hora do cinema.     Desço até a garagem, pego minha bicicleta, se eu tivesse amigas eu iria para a casa de alguma. Depois de uma boa hora de pedaladas, chego na biblioteca, meu refúgio, pego um bom livro para ler, o nome é um amor para Lady Johanna, início minha leitura mergulhando em uma imagem de um homem no relento de uma noite escura e ventuosa, ao ir dar uma notícia a sua senhora. Perdida em pensamentos, olho de relance para o meu celular que acende com a ligação de alguém, eu não ouvi por estar em silêncio, há quatro chamas perdidas de Isaías e vários sms do mesmo. - Alô? - Sussurro.
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