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438 Palavras
   Tranco a porta, o medo toma conta de todo meu controle, imagina só, se quando éramos crianças ele fazia comigo o que fazia, imagine agora que é homem feito e forte por sinal, ele tem músculos agora! - Teg o pesadelo voltou, espero que ele não estude mais, já que há alguns anos atrás ele sempre era uma série a minha frente, por isso que eu nunca quis que me passassem por causa de minha inteligência.  - Vamos ser fortes o senhor fofinho não está nem um pouco feliz em saber que vai vê-la chorar novamente. – Diz Teg .     Corro para a cama e abraço o senhor fofinho, tudo que temos é um ao outro. - Não vou deixar que ele te machuque novamente.    Faço a promessa ao senhor fofinho, e fico na cama por horas até adormecer.  - Ana Júlia, abra a porta! – Escuto minha mãe, ao outro lado da porta. Me levanto, abro a porta  e a vejo entrar.– Minha filha hoje é um lindo dia para sair, domingo é dia de procurar algo para se divertir. - Já estou me divertindo, deitada aqui na cama. – Minto. - Você já conhece os novos vizinhos? – Ela pergunta.  - Sim, eles estavam com Isaías! – Digo com desdém. - O que você acha de sair os quatros irmãos, para o cinema? – Ela sugere. Isso é coisa do Isaías! - Acho uma péssima ideia, e além do mais tenho uma prova amanhã! – Minto mais uma vez. - Está decidido, você vai com eles e não argumente mais! – Ela dá a ordem e sai.    Eu sei muito bem a quem recorrer, nessa guerra, meu querido pai. Vou até o escritório dele, e o vejo montar planilhas no computador. - Pai, minha mãe quer que eu saia de casa hoje com os vizinhos, mas  eu tenho prova amanhã, e eu preciso estudar. – Digo. - Minha linda você é uma aluna nota dez e já deve estar a um mês estudando para essa prova, então acho sensato que você se distraia hoje. – Ele diz.     Olho para ele decepcionada e saio sem dizer nenhuma palavra, como ele pôde me trair assim? Mas ele nem sabe do que passei, por que se soubesse, nem deixaria aquele palhaço entrar em nossa casa. Para meu pai homem que bate em mulher independente de sua idade é um covarde.     Estou deitada olhando o teto, abraçada com o senhor fofinho, meu segundo conforto. - Você poderia deixar as vezes, de pensar só em você? – Pergunta Isaías me assustando ao invadir meu quarto. - O que você quer?
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