Capítulo 3. Gelado

3254 Palavras
“Você desperdiça seu tempo com ódio e arrependimento, você fica arrasado quando seu coração não está aberto.”  Quando Andreas abriu os olhos naquela manhã, “ela” estava com ele. “Ela” porque ele hesitava em pronunciar seu nome, mesmo em pensamento. Era um método inútil de afastá-la, mas que permitia a falsa ilusão que ainda estava no controle. Enquanto o homem se arrastava da cama, ela o seguiu para o banheiro, assistiu enquanto se barbeava, entrou sob o chuveiro com ele, sorriu ante a sua insistência em ignorá-la, sabendo o quanto era impossível para ele fazê-lo. No café da manhã, enquanto Andreas tentava ler as notícias do dia, ela o encarava imperturbável ciente que já era dona da situação. Que quanto mais ele lutava, mais ela se enraizava dentro dele. Sob a sua pele, em seus pensamentos, em seus mais profundos desejos. — Estou curioso. Queria saber o que colocou esse sorriso irônico em sua face logo cedo. A voz indolente de Vagner, o mordomo que cuidava de Andreas há doze anos o acordou de seu devaneio. Como seria contar para seu debochado empregado que ele estava com ideia fixa em uma mulher com quem esteve apenas uma vez? Que mesmo após uma semana do primeiro e único encontro até então, sua presença havia se impregnado nele? — A minha própria estupidez. — Finalmente deixou o jornal de lado, admitindo sua incapacidade em concentrar-se. — Uma mulher? Andreas ficou surpreso com a perspicácia do homem. — Porque você acha que é uma mulher? — Você só admite que é um i****a quando se trata de mulheres. Nos outros campos de sua vida, você não teme nada. Não houve réplica por parte do patrão. Se havia algo que ele havia aprendido naqueles doze anos era que não precisava fingir ou justificar-se para Vagner. Estaria ele com medo de sua nova contratada como insinuou seu mordomo? A ideia absurda no primeiro instante começou a fazer sentido. Ele se deu uma semana para marcar o segundo encontro que seria o pontapé inicial da contagem de noventas dias com ela. Noventa dias que ele pagou muito caro para ter e agora hesitava em iniciar. Isso só tornava o jogo ainda mais interessante, ele precisava admitir. Nos últimos tempos andava entediado, e um homem em sua posição entediado nunca era uma boa notícia. Medo. Desejo. Excitação. Três emoções poderosas, que juntas e combinadas invariavelmente tornavam-se viciantes. Algumas pessoas optavam por se afastar de problemas e viver suas vidinhas tranquilamente. Outras se abraçavam fortemente a essas emoções e conquistavam o mundo... ou eram devoradas por ele. Audácia quase sempre estava associada a vaidade e tolice. A maioria dos homens que o empresário conheceu caiu ante a própria soberba. Andreas era o tipo que manipulava tudo ao seu redor, não seria diferente com suas próprias emoções, logo, estava entre os conquistadores. Quando o mundo estava desabando, ele respirava fundo e pesava os danos, tendo foco em salvar o que podia ser salvo. Perder e ganhar milhões era um risco que assumia todos os dias. Quando tinha quatorze anos, experimentou pela primeira vez o gosto pelas emoções fortes, pelo risco calculado num parque de diversões. Ele nunca esqueceu aquela primeira sensação de pânico diante do desconhecido, ou o peso nas pernas provocado pelo medo de altura, ou a pequena gama de coragem presa àquela imensa euforia que o impediu de recuar. O desejo de testar seus limites que superou o medo e fez acomodar-se na cadeira do brinquedo, ou ainda a incerteza que quase o fez fugir antes que o passeio começasse. E por fim, não menos potente que as outras emoções, a excitação de estar fazendo algo perigoso e se safar. Andreas era um amante do perigo. As portas da meia idade, não era a ganância que o movia, era o jogo. Era um jogador compulsivo e seu tipo de jogo favorito era o poder. O frio no estômago quando se viu despencar preso naquela cadeira que parecia tão insegura naquela passado tão longínquo, foi apenas um pequeno aperitivo para as emoções fortes que experimentaria nos próximos anos. Depois disso, adrenalina tornou-se um vício em sua vida. Quanto mais perigoso o brinquedo, mas ele se sentia compelido a experimentar. Por anos saltou, despencou, foi pendurado. Então, um dia descobriu que o mundo era dos audaciosos, não dos estúpidos. Essa experiência custou a ele um mês inteiro hospitalizado. Não que isso o tenha inibido a viver com riscos, simplesmente o alertou para os perigos de viver apenas pela emoção. Audácia e perspicácia viraram suas marcas registradas e o levaram até o título que carregava: era um dos reis do mundo moderno. Ele gostava do risco, mas cresceu e com o tempo aprendeu a calcular perfeitamente quais as suas chances de vitória ou perda. Esse discernimento era o que o permitia abandonar causas perdidas e não se deixar levar pela vaidade exacerbada. Ninguém podia tudo, nem mesmo ele. Mesmo um rei pode ser subjugado. Aliás, nada é mais provisório que a ocupação de um trono. E ninguém melhor para subjugar um homem poderoso que uma mulher igualmente poderosa. Andreas não se iludia. A sua submissa era consciente do poder que carregava e não hesitaria um instante em usar esse poder E lembrar-se “dela”, provocava um friozinho na barriga. Aquele friozinho que já não sentia há anos. *~*~* — Agora você vai me servir com essa boca linda e se eu ficar satisfeito, prometo recompensá-la igualmente. A proposta pareceu agradar a mulher e ela sorriu enquanto era arrastada para fora da cama. Andreas quase retirou a venda apenas para ver o fogo nos olhos dela, mas tal atitude seria romper com a própria regra imposta. E num primeiro encontro, era algo inaceitável. Melhor para os dois se Andreas mantivesse o foco, assim, resoluto, prosseguiu com o plano original e colocando-a de joelhos perante si, ele encostou o pênis contra os lábios dela. Para a surpresa do homem, ao invés da sensação da língua deslizando por seu m****o, uma leve mordida em sua glande mostrou a perícia de sua parceira naqueles jogos sensuais. Uma onda de prazer o atravessou. Foi a coisa mais excitante que Andreas vivenciou em anos. Havia acabado de gozar e já estava rígido como uma pedra por causa daquela boca talentosa. Com uma respiração profunda, tentou recuperar o controle, mas seu discernimento sofreu um duro golpe. Aquela mulher seria seu fim, mas há quantos anos ele não se lançava numa situação arriscada? Algo dizia a ele que a fome por aquela mulher não seria facilmente saciada. Após a mordida ousada, o roçar da língua da mulher em seu m****o o enlouquecia, queria implorar que ela o tomasse como se deve, mas sem querer acabar com a expectativa criada nos jogos dela. Não queria ordenar, queria viver cada coisa que a vontade dela os conduzisse. Ele tinha o que desejou nos últimos anos: uma submissa, mas não qualquer submissa. Uma que ele precisaria domar. E ele m*l podia esperar pelo inicio do trabalho. Com essa resolução, o homem agarrou Alex pelos cabelos e tomou as rédeas do jogo, empurrando-se em sua boca... *~*~* Uma ereção fez Andreas acordar para a realidade. Estava se preparando para começar um dia tenso, deveria estar concentrado no trabalho... mas estava pensando nela. O homem de coração de gelo se via desafiado por novas emoções. Novas e fortes emoções. O que poderia ser mais surpreendente? Uma tentação sem precedentes. uma da qual ele não iria fugir. Ainda havia muito a acertar antes de acomodar Alex em sua rotina, mas não havia dúvida alguma que isso iria acontecer. Haveria especulações, até mesmo investigações sobre sua nova amante, afinal era um homem que valia bilhões e brincava com o dinheiro alheio. Nada relacionado a ele era sagrado ou de fato pessoal. Ele mesmo já havia vasculhado a vida de sua amante e ficou impressionado com a eficiência do Clube em limpar seus rastros. E Sara, sua sócia e amante ocasional, não aceitaria calada uma nova mulher em sua vida. A mulher tinha seus próprios planos para a relação dos dois e não ficaria feliz em vê-los frustrados. Bem, sempre soube que um dia teria que tomar uma atitude definitiva... de fato, já não podia adiar o momento. Às sete horas em ponto o empresário já estava em seu carro a caminho do escritório. Estudava a aquisição de uma nova empresa da indústria naval pelo grupo de investidores que ele gerenciava, enquanto o motorista se preocupava em encontrar a melhor rota no horário de pico. Naquela manhã, a viagem que normalmente passava sem que notasse, mostrou-se longa, morosa. A leitura do relatório não avançava, estava com a cabeça em outro lugar, aturdido perante o seu mais novo desafio. Um desafio oriundo do lugar mais improvável. “Ela” estava com ele de novo. Com aquele sorriso na face que era um misto de desafio e deboche. Ainda não sabia ao certo se apreciava ou não o que estava acontecendo. Apesar de gostar de um bom desafio, contraditoriamente, sua natureza desconfiada tinha aversão a surpresas. Gostava sempre de saber como, onde e com o que estava lidando, ao mesmo tempo não saber era emocionante demais para não ser tentador. A mulher que havia se infiltrado em seus pensamentos naqueles dias era apenas uma bela e talvez perigosa incógnita. Estava fazendo com que questionasse o que traçou como benéfico para si mesmo. O benéfico era chato. Alex, um perigo eminente a sua rotina. Mais excitante do que deveria. O gosto da boca, pele, sexo... até mesmo o cheiro dela parecia impregnado nele. Não se recordava de ter desejado tanto alguém como desejava aquela mulher. Um tremor involuntário de excitação o percorreu e seguiu-se de um profundo sentimento misto de desagrado e expectativa. Algo escapava do seu controle. Uma vez mais resoluto em concentrar-se no trabalho, voltou a sua leitura matinal. Poderia ter usado o helicóptero para fugir do tráfego intenso, mas isso seria uma quebra de rotina e uma quebra na rotina seria dar muita importância a algo que não deveria ser irrelevante. O que o inquietava por outro lado, era possibilidade de estar minimizando um possível grande problema pelo simples prazer da excitação. E se aquele fosse um “presente de grego”? Não seria a primeira bela desconhecida que se aproximava dele a mando de alguém. E Andreas tinha muito a perder para ser pego num truque tão velho e simples como aquele. Decidido a acabar com aquela inquietação, pegou o celular e discou para o assistente. — Bom dia Caíque. Entre em contato com Marcelo. Marque uma reunião com ele ainda agora pela manhã. O homem hesitou do outro lado da linha, afinal Marcelo Silva era um homem de difícil acesso e que não costumava atender caprichos alheios, mesmo de seus ricos associados. Ou velhos amigos. — Mas eu não sei se ele estará disponível, talvez se marcássemos com mais antecedência... — Para mim ele estará. Diga que é um favor pessoal. Ele atenderá. Sem aguardar a reação do empregado, Andreas interrompeu a ligação, já considerando o pedido atendido. O amigo atenderia seu chamado, nem que fosse apenas por curiosidade. O olhar do empresário vagueou pelas ruas já movimentadas. Apesar de parecer absolvido pela movimentação lá fora, estava perdido em pensamentos. Preparando-se para as consequências de suas escolhas. Marcelo ia debochar dele abertamente quando soubesse do motivo pelo qual seu velho amigo convocou aquela reunião, mas o sujeito era a pessoa mais indicada para levantar as informações que ele precisava de forma discreta. “Qual de fato é o risco de se prender a uma bela distração?” Afastou o pensamento antes mesmo que ele se enraizasse. Estava concentrado demais naquela mulher e isso era um inconveniente. Tentou voltar ao texto técnico, mas dez minutos depois atirou a pasta ao seu lado no banco num ataque de frustração. — Algum problema, senhor Andreas? — O motorista perguntou assombrado com o seu comportamento. O patrão era avesso a demonstrações de emoções, logo, era raro ver seus desabafos. — Quanto tempo para chegarmos? — Uns vinte minutos, o trafego está lento. — E a pé? — Como?! — A pé, quanto tempo eu levaria para fazer esse percurso a pé? — Eu... não sei, mas não é seguro... — Avise aos seguranças que vou fazer o resto do percurso a pé. Quero uma escolta discreta. Andreas não esperou uma reação do homem, abriu a porta do automóvel e por pouco, não causou um acidente, quando um motociclista que tentava escapar do congestionamento passou rente a porta que ele acabava de abrir. O desconhecido esbravejou xingamentos do mais baixo calão, mas seguiu o seu caminho. Andreas absorveu a situação em choque. Há quantos anos não era insultado tão diretamente e de forma tão vulgar? Então percebeu que estava mais surpreso que amedrontado. Nem mesmo sobressaltou-se pelo quase atropelamento. Mais atento ao trânsito, atravessou a rua desviando de veículos e alcançou a calçada enquanto fechava o paletó. Inspirou profundamente o ar poluído do centro da cidade enquanto observava as pessoas a sua volta. Mais algumas manhãs como aquelas e não precisaria de um atropelamento para fazer a “passagem”. A caminhada foi mais agradável do que ele pensou a princípio, o movimento das pessoas, as vitrines e a sensação de voltar no tempo, quando ainda era um simples estudante universitário o distraiu até chegar a entrada do edifício que abrigava a sede de suas empresas. Ali voltou a ser o empresário de sucesso a beira de um ataque de estresse. Lembrou-se que uma situação desagradável o aguardava. A ilusão de liberdade foi apenas momentânea. — Você nunca foi dramático, Andreas. Qual o problema hoje? Perguntou para o próprio reflexo no espelho do elevador, enquanto ajeitava a gravata. Por voltas das onze horas, da janela do escritório, Andreas observava o mar de arranha-céus que cobriam o seu campo de visão, sem qualquer emoção definida. Só o amargor na boca causada por sua atípica falta de apetite. Se havia algo que ele mais desgostava, era deslealdade de pessoas próximas. Naquela manhã havia dispensado um empregado que esteve ao seu lado por dez anos. Era sempre difícil lidar com um traidor, porque apenas pessoas que fazem parte de nosso círculo de amizade podem nos trair. E o empregado em questão pensou que por gozar de sua confiança, poderia enganá-lo, que poderia levar um pouco a mais dos lucros das empresas de forma sorrateira. A demissão foi um circo. Primeiro o sujeito fingiu-se surpreso com as acusações. Depois arrependido e finalmente, despejou toda a sua fúria em ameaças antes de ser escoltado para fora do prédio. — Eu ajudei você a se sentar nessa cadeira. — E o paguei muito bem por isso, muito bem. Se não estava satisfeito com o que eu pagava era sua opção buscar um salário melhor. — Eu dediquei minha vida a você. — Você dedicou sua vida ao dinheiro que eu pagava pelos serviços que me prestava, mas essa dedicação será recompensada: não vou chamar a polícia e farei o possível para que sua reputação não seja manchada, em alguns círculos você já não será bem vindo, porém poderá deslumbrar algum novo rico e passar a sugar dele, mas cuidado, não vá com tanta sede ao pote, ninguém mantém uma fortuna sendo ingênuo. E algumas pessoas podem ser bem cruéis com ladrões. A reunião terminou com a segurança sendo convocada para acompanhar o sujeito para fora do prédio. — Eu sei tudo sobre você e suas empresas. Acha que eu vou ficar calado? Sabe quanto... Andreas já estava quase fora da sala de reuniões quando voltou-se para enfrentar o empregado uma última vez. — Você acredita que eu deixei alguma ponta solta, ou que estou despedindo você por um impulso? Saia silenciosamente, ou eu não apenas acabo com o que resta de sua reputação como ainda faço questão de envolver a polícia nos nossos assuntos. — Você tem mais a perder que eu... — Será? O empresário viu nos olhos do outro homem que ele havia entendido o recado, aquela porta não poderia ser aberta sem consequências fatais. Nos últimos meses Andreas observou o sujeito apresentando todos os sinais clássicos de uma crise aguda de cobiça: levava um estilo de vida esbanjador. Estava apaixonado por uma sanguessuga que seria a primeira a abandonar o barco quando o dinheiro acabasse. Logo, foi uma questão de observar cuidadosamente a seus movimentos, enquanto sutilmente o afastava dos negócios. Por meses levantou provas de seus atos ilícitos para garantir uma saída discreta. Pelo respeito que um dia nutriu pelo velho empregado, Andreas ainda tentou fazê-lo entender em que posição se colocava. Foi sua última indulgência para com o sujeito. — Você acha que ela vai permanecer ao seu lado agora que você está quebrado? Que você perdeu tudo por ela? O ataque frontal surtiu efeito. Pela primeira vez viu medo nos olhos do empregado e percebeu que o sujeito esperto de outrora havia caído numa armadilha da vida e tinha clara compreensão disso. Uma mulher. Apenas isso era necessário para a derrocada de um homem. Andreas não esperava ter que lidar com a situação tão cedo, mas os descuidos do homem cada vez mais ganancioso exigiu que se posicionasse para inibir posturas parecidas. Foi difícil encarar com frieza alguém que um dia considerou um amigo, mas essa era a sua vida. Depois do confronto, se trancou no escritório com o pensamento longe, concentrado em coisas banais que não lhe permitiram trabalhar durante toda a manhã, enquanto decisões importantes aguardavam sua atenção. Havia dias em que ficava assim. Sentia uma latente inquietação e um desejo inusitado de escapar da própria vida, enquanto buscava explicar a si mesmo que aquela era uma vida que ele desejou, construiu e conquistou para si mesmo, reprimindo qualquer sentimento, atitude ou pensamento que sugerisse o contrário. “Você vai ser um velho chato, Andreas!” Profetizou certa vez a falecida esposa do homem. Ela estava certa, era um sujeito emocionalmente envelhecido, que estava tomado por hormônios adolescentes. Por pensamentos erráticos! O gemido dela era viciante. O suor de ambos molhando os lençóis, os sons de seus quadris batendo na mulher em penetrações profundas e ritmadas. Por minutos, horas... repetidas vezes... Outra ereção fez Andreas incomodado se mexer na cadeira. Em algum momento as lembranças dela o colocariam em uma situação vexatória. Era raro alguma coisa que não estivesse relacionada ao trabalho prender sua atenção por tanto tempo, ou fazê-lo perder o foco. Não era um monge, longe disso, as mulheres o perseguia, sua riqueza era um chamariz irresistível. Ele sabia e deixava claro não estar interessado em algo mais profundo, mas as mulheres que ele conhecia não eram exatamente famosas por escutarem seus parceiros. Normalmente elas estavam mais centradas em si mesmas. Como seria Alex? A relação dos dois não seguia as vias normais, ambos sabiam que aquele era um contrato de trabalho com início e fim. Pela prévia, ficaria mais que satisfeito com os serviços prestados. Talvez satisfeito demais. Estava ali, após um grande aborrecimento, simplesmente matando as horas que faltava até o “grande” encontro. Como um adolescente ansioso. Talvez repetindo os erros do empregado que demitiu naquela manhã. Inferno. Não poderia se deixar intimidar por uma mulher. Ele enfrentava todos os dias gente poderosa e sua frieza sempre foi sua aliada. Poderia lidar com qualquer problema. Era excelente nesse departamento. Após uma semana de hesitação, encontraria Alex naquela noite. Era hora de parar de se esconder.
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