Pré-visualização gratuita Capítulo 01
A vida é feita de fases e creio que a fase adolescente sempre vai ser a mais complicada, mas não é r**m ser adolescente porque também é uma fase de descobertas, mas também é a fase que fazemos mais merda. Mas vamos pular essa parte.
A luz forte do sol invadiu a janela do quarto de Chloe, fazendo-a despertar na força do ódio. Ela se xingou mentalmente por ter ficado até tarde jogando vídeo game, porque o m*l do ser humano é ir dormir tarde sabendo que vai precisar acordar cedo.
Ela sentou na beira da cama e ficou ali por longos segundos tentando raciocinar cada barulho que atingia seus ouvidos, e logo passos foram ouvidos.
— Chloe, já está acordada?
A voz de Elijah se fez presente do outro lado da porta.
— Já, Elijah. Eu desço em dez minutos.
Ela disse simples, ainda sentada na beira da cama. Então Elijah se afastou dali. Era sempre assim, Elijah sempre vai chamá-la para que não se atrase pra escola.
— Vamos a mais um dia naquele inferno.
Outra coisa que é legal citar: adolescência faz a gente odiar escola, porque de longe é o lugar mais tóxico que existe. Não importa se você é a queridinha da diretora, ou a odiada da turma, no fim de tudo ou você termina o ensino médio na base dos antidepressivos, ou sai doida de vez.
E por mais que Chloe seja uma garota muito inteligente que só tira notas altas, e por mais que ela seja super conhecida tendo também um nível de popularidade super alto, isso nunca foi tão importante para si. Afinal, a fama vem através de Elijah, que é um dos médicos mais bem nomeados de Nova Orleans, então ela não liga muito.
— Bom dia.
A mais nova disse aparecendo na cozinha já devidamente arrumada para ir à escola.
— Bom dia. Dormiu bem? Na verdade parece que foi atropelada por um caminhão. Deixa eu adivinhar, passou a noite jogando de novo?
Elijah perguntou, colocando um pouco de suco no copo da mais nova. Não houve resposta, porque de fato aquela era a verdade — Chloe passou quase a noite toda jogando e sempre que isso acontece ela acorda totalmente destruída na manhã seguinte.
— Chloe, quantas vezes vou ter que falar pra você parar de ficar até tarde no vídeo game? Isso não faz bem pra sua saúde.
Elijah disse cruzando os braços e olhando para a irmã, que revirou os olhos.
— Tá, eu já sei. Será que dá pra não vir com sermão tão cedo de manhã? Que saco.
A mais nova disse, levantando-se e saindo da cozinha, enquanto Elijah respirou fundo e decidiu deixar para lá. Chloe ainda está se acostumando com a nova vida — ficar sem os pais não é fácil, e como ela não é de sair muito, desconta suas frustrações no vídeo game.
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Já a manhã de uma outra alguém começou muito bem, por sinal.
— Tchau, gatinha.
Maison disse, dando um beijo na garota e abrindo a porta para ela sair. Quando se virou, deu de cara com sua irmã ali, de braços cruzados.
— Essa é a número qual? Vinte?
Luna disse irritada, e Maison sorriu.
— Isso não é motivo de se orgulhar, Maison. Todo dia é uma garota diferente. Já pensou se uma delas engravida? E aí, como vai ser? Aliás, é sobre isso que quero falar com você.
Maison, um adolescente que não liga pra exatamente nada da vida, que pouco se importa com os sentimentos alheios — o importante pra si é apenas sentir prazer.
Assim como Chloe, Maison é um rapaz popular de beleza extrema, que chama atenção por onde passa. Com o nível de popularidade também lá em cima, ele se aproveita disso pra conseguir qualquer coisa — seja do sexo ao objetivo — e como todas as garotas são sempre apaixonadas por si, seu ego vive nas alturas, e ele ama isso.
— Qual é, Luna? Acha mesmo que eu vou ser burro ao ponto de t*****r sem camisinha? Eu não sou bobo. Relaxa o coração, tá tudo sob controle.
Maison disse, ajeitando a roupa que ia usar para a escola.
— Ah, que lindo. Mas saiba que eu não quero mais esse negócio de ficar trazendo garotas aqui pra casa. Acabou, tá me ouvindo? Quer baixar o fogo, vai pra um motel ou qualquer outro lugar, menos aqui.
A mais velha disse, e Maison revirou os olhos.
— Você sempre fala isso e no fim acaba aceitando alguma menina aqui. Deixa de ser chata, Luna.
Ele disse, terminando de arrumar os cadernos na mochila.
— Ah, então é assim? Experimenta trazer meninas pra cá de novo pra você ver se eu não expulso ela daqui. Você sabe que eu faço. Eu sou maluca. Se liga, Maison. Fica esperta. Passa por cima das minhas ordens pra você ver.
Luna disse, pegando as coisas para ir trabalhar. Sendo também uma das médicas mais bem renomadas de Nova Orleans, Luna é uma mulher que está sempre na mídia, e a sua fama serve para si e para seu irmão mais novo, vulgo Maison.
Não é tão fácil pra ela cuidar do irmão, porque Maison é difícil de lidar — teimoso, cabeça-dura e desobediente — e às vezes Luna precisa tomar decisões mais rígidas para o mais novo ver que ela está falando sério. A perda dos pais causou no mais novo uma certa rebeldia, e tudo juntou com a adolescência, causando na vida da mais velha esse caos.
Mas isso não significa que ela não ame Maison, porque ela o ama do jeitinho dela, mas ama.
— Vamos logo.
Ela disse, pegando a chave do carro.
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A chegada à escola sempre é um saco para Chloe. As coisas só ficam um pouco melhores quando Anna chega para animar seu dia.
— Bom dia, Chloe.
Anna, filha da diretora e melhor amiga de Chloe, chegou toda animada, abraçando a mesma.
— Bom dia, abelhinha.
Chloe respondeu sorrindo para a mais nova. Ela a chama de abelhinha pelo fato da mesma ser doce como mel com todos ao seu redor — e um grude consigo.
— Como estão as coisas?
Ela perguntou curiosa. De longe, alguém observava a morena disfarçadamente, porque para si, Chloe tem uma beleza sem igual.
— Tudo em ordem. Vamos entrar, o sinal tocou.
Ela disse, indo junto com a mesma para dentro da escola.