BAGS

1625 Palavras
Joalin -Ok- Bailey voltou para o quarto com um prato de batata frita- Amanhã, então vamos sair bem cedo daqui, passar a manhã no parque de vida selvagem, almoçar e ir ao shopping a tarde.  -Então podemos aproveitar esse tempo na rua para comprar as coisas mais básicas que vamos precisar para a casa- falei, por mais que o apartamento fosse mobilhado, ainda teríamos uma lista relativamente grande.  -Sim, meu pai disse que podemos passar em Londres antes de voltar para casa. Não é tão longe, o único problema é que ainda não vamos estar com as chaves do apartamento então vamos ter que deixar tudo em uma espécie de depósito que cada apartamento tem.  -Então a gente precisa deixar a maioria das coisas prontas, ainda hoje!- exclamei- Se vamos nos mudar no dia do seu aniversário, precisamos pegar o trem bem cedo e seria bom que tivéssemos o mínimo de malas possíveis.  -Sim, precisamos deixar só umas 2 malas para cada um, 3 no máximo. Mas ao mesmo tempo tem que sobrar um espaço no carro para colocar as coisas que comprarmos- ele pensou.  -E ainda, quando a gente chegar no apartamento vai estar tudo vazio e sem comida, então vamos precisar sair para fazer compras logo cedo- pensei, tentando conciliar com os planos que eu estava fazendo para o aniversário do moreno.  -Se pegarmos um dos primeiros trens, eu não sei... O que sai às 7, chegamos às 9, subimos com tudo para o apartamento, almoçamos em algum lugar, fazemos as compras de comida e... -E chega, o fim da tarde e a noite precisam estar livres para o seu aniversário.  -A gente pode tirar o dia para arrumar as coisas, deixar tudo no lugar e deixar para comemorar no dia seguinte, não acha?  -Não- eu disse firme- Precisamos comemorar no dia certo. Não vai ter tanta coisa assim para arrumar e tenho certeza que, isso sim, podemos fazer no dia seguinte. -Tudo bem, você que manda- ri e pisquei para ele, pegando uma batata no prato.  -Vou te deixar escolher o restaurante que vai almoçar, mas o resto é por minha conta- sorri- Ah, a mulher da imobiliária vai nos esperar com o contrato no próprio apartamento? -Sim. Ela disse que quando formos levar as coisas amanhã, só precisamos dar nosso nome para o porteiro, e que ele vai nos mostrar onde podemos guardar as coisas.  -Ótimo! Alguém da equipe me mandou uma mensagem um tempo atrás, dizendo que assim que eu me mudar, posso procurar a sede da XIX de Londres e começar a fazer os procedimentos necessários para o meu visto sair.  -Isso vai tornar tudo mais prático. -Com certeza. Nossa única e verdadeira preocupação é o apartamento, arrumar tudo, comprar o que está faltando e nos adaptar a isso até o período em que voltarmos a viajar.  -Acho que a parte mais difícil vai ser conciliar as voltas para casa, o tempo para ver nossa família. Para mim ainda é mais fácil porque vou estar a poucas horas de trem mas me preocupo com como você vai administrar isso, está fazendo mesmo porque quer? Não quero te pressionar com a mudança.  -Bay, isso é tudo que eu mais quero- disse sincera- Não se preocupe, quando formos passar muito tempo com o grupo, eu divido meus dias de folga entre a Finlândia e Londres, e quando for pouco tempo, eu dou preferência a Londres, a não ser que esteja sem ver família a bastante tempo.  -Eles também podem vir te ver, nossa casa vai estar sempre de portas abertas para sua família.  -É claro. É óbvio que vou morrer de saudades, mas não vai ser o fim do mundo ter que passar apenas um fim de semana com eles a cada 2 meses. Tenho certeza que eles entendem que preciso colocar meus sonhos como prioridade nesse momento da minha vida.  -Nós sempre temos uns períodos maiores em casa. Semanas, até meses... -Sim, quando isso acontecer vou dividir um tempo na Finlândia e um aqui. Sei que nosso apartamento vai ser o lugar que me trás sensação de casa, de tranquilidade e eu vou adorar passar um pedaço de nossas férias em Londres. Vai ter tanta coisa diferente para fazer, lugares para conhecer...  -Eu também. Ter nossa própria casa, nosso próprio lugar, venho sonhando com isso a tanto tempo. Quando chegar no Natal, precisamos montar nossa própria árvore, eu sei que não vamos passar o Natal lá mas precisamos enfeitar nossa casa- ele se animou. -Vamos comprar uma árvore grande e colocar perto da lareira, deixar todos os presentes em baixo, até o dia que a gente for viajar para passar com nossas famílias. Pendurar luzinhas na janela- sorri, eu sabia que aquele assunto o deixava animado.  -A gente podia fazer nosso próprio Natal, provavelmente não vamos passar juntos então nós fazemos nossa comemoração uns dias antes- ele abriu um sorriso. -Sim, nós compramos presentes e fazemos comidas natalinas. Fingimos que já é o dia.  -E da próxima vez que o grupo tiver em Londres, podemos levar eles até lá e quem sabe fazer uma pequena festa. -Com certeza, a gente precisa de uma festa- afirmei com um sorriso no rosto- Então vamos realmente nos mudar no dia do seu aniversário, certo? -Sim, porque? -Preciso pesquisar algumas coisas sobre meus planos, ligar para uns lugares e alugar algumas coisas. -Vai me deixar curioso? -É claro que vou. Minha boca é um túmulo- fingi passar um zíper.   -Não sei se fico animado ou ansioso.  -Vamos juntar essas duas coisas para fazermos a lista de tudo que precisamos comprar, a lista de compras do mercado e organizar todas as nossas coisas- me espreguicei, levantando da cama.  -Ok, muita coisa para fazer- ele riu- Eu estou tão feliz com isso. -Eu também, Bay. Extremamente feliz.  -Agora temos que ver o que vai caber no porta malas e deixar umas 5 ou 6 malas para levar no trem.  -Sim... Eu tenho pouca coisa para arrumar porque só mexi em duas malas desde que cheguei do México, as outras já estão prontas.  -É, agora acho que eu vou precisar de umas 6 malas para colocar tudo.  -Então seremos nós e 12 malas, é melhor a gente conseguir encaixar pelo menos metade disso no porta malas.  -Mãos a obra, temos muito trabalho pela frente!- ele afirmou, caminhando até o closet.  -Se nós dois já estamos acostumados a mudar de país, daqui até Londres vai ser fácil- eu disse, animada- Eu te ajudo com suas coisas.  -Eu não sei se gosto exatamente da bagunça que isso faz, mas a sensação de mudança, de começar algo novo é revitalizante.  -É sempre um novo começo, uma nova oportunidade- joguei uma blusa em sua direção. -Se a gente continuar com todas essas mudanças, vamos acabar sendo considerados nômades.  -Somos, um pouco. Eu realmente acho que viajar o mundo de forma tão intensa não é para qualquer um. -É, você tem razão- ele concordou.  -Sabe o que eu tenho? Eu junto isso a anos e não acredito que finalmente vou ter minha própria casa para usar.  -Oh não, você tem imãs de todos os países que visitamos? Me diga que sim porque minha mãe nunca vai deixar eu levar os daqui de casa, mesmo que eu que tenha montado a coleção.  -Eu tenho- mordi a língua, com uma expressão feliz- Você sabe, eu junto desde que começamos a viajar.  -Eu achei que colocasse na geladeira da casa dos seus pais- ele deu de ombros, visivelmente alegre.  Eu gostava disso, talvez esse era o motivo que nos fazia ser tão unidos. Às vezes, coisas extraordinariamente grandes nos faziam feliz e animados, às vezes eram coisas pequenas, detalhes que a maioria das pessoas acharia besteira ou não daria importância.  Mas com a gente era diferente, eu e Bailey realmente andávamos no mesmo ritmo.  Exatamente por isso, eu sabia que essa mudança seria tão certeira.  -Sempre compro dois, um para eles e um para quando eu tivesse minha própria casa. Parece que esse dia é... - fingi pensar-Hmm, 6 de agosto de 2020 é uma boa data?  -É a data perfeita! -Maioridade e independencia, Mailey Bay, você está no caminho certo!  -Nós estamos, até porque você sabe que eu só estou me mudando porque você vai junto, certo? -Ah, poderia demorar um pouco mais, mas você tomaria essa decisão sozinho.  -Duvido que minha mãe me deixaria sair de casa se não fosse por você, mas ela está tão feliz com isso que está parecendo Maya, só falta dizer que não me aguenta mais aqui e que eu deveria ir embora logo.  -Eu prevejo Maya te ligando no meio da madrugada para dizer que está com saudade.  -Irmãos mais novos- ele revirou os olhos com um sorriso no rosto.  -Saudade dos meus- pensei em Jianna e Jan, toda vez que eu passava um tempo longe, parecia que eles tinham crescido anos.  -Saudades da infância da minha- ele provavelmente se referiu ao garoto que ela tinha nos falado. -Vamos lá Bay, precisamos voltar para Norwich para conhecer seu cunhado- provoquei, com um sorriso no rosto.  -Oh meu Deus, ela é só uma menina.  -Não vou nem te perguntar o que você já aprontava com a idade dela- levantei as sobrancelhas e percebi que o filipino abaixou a cabeça.  -Ok, talvez eu esteja com ciúmes.  -Isso é tão fofo!  -Sendo honesto, desde que me imaginei morando com você- ele voltou ao assunto anterior- Viver sozinho perdeu a graça.  -Então estamos na mesma situação, se eu colocar em uma balança, Bailey e Londres de um lado e Helsinque e sozinha do outro, você ganha de goleada.  -Bom saber. Mas o que pesa mais, eu ou Londres?  -Contanto que você não queira viver no meio da floresta, com certeza você! 
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR