Eu já havia escutado bastante sobre John Newton. A sua reputação o precedia como um homem obstinado, exigente e inacessível. Mas ali, ao meu lado, ele parecia mais humano do que os jornais poderiam descrever. Estávamos no elevador, e ele me fitava com aquele olhar penetrante, como se quisesse que eu compreendesse mais do que apenas as palavras que dizia. — Sabe como comecei a minha empresa, senhorita Andrews? — ele perguntou com uma voz que parecia contornar as paredes metálicas ao redor. — Mais ou menos, senhor — respondi, contendo o nervosismo no peito. Sabia o suficiente porque Rossi havia me contado, mas ouvir da boca dele era... diferente. Era como tocar a alma por trás da marca. — A Newton Company... — ele começou olhando para frente, mas sua voz tinha uma firmeza que me prendia —

