— Desculpe, Aisha. — Falei, muito embaraçada. — Eu não desconfio de você, só que, quando te vi segurando isso, não me contive. Ela me olhou atentamente e disse: — Tudo bem, também não gosto que mexam em algo que seja particular. Movi a cabeça em concordância, afastei-me, sentei-me na cama e dobrei a folha cuidadosamente ao meio. Por alguns instantes, fiquei sem saber o que dizer, e quando ergui novamente a cabeça me deparei com o olhar desconfiado da minha amiga, que me fitava atentamente. Fiquei ainda mais desconcertada. — Malu, eu já li, então não adianta fingir que não aconteceu. — Ela disse, de forma direta. — Então, baseada neste e em outros pequenos fatos, só me resta perguntar: você gosta do Diogo? E, quando digo gostar, não é no sentido fraternal. Apertei com força a folha ent

