Ela não queria estar ali. Na verdade, ela não queria que nada daquilo estivesse acontecendo. Gostava de acreditar que aquilo era real. Ainda pensava que poderia ser um pesadelo, que quando abrisse os olhos, tudo mudaria, voltaria ao normal. Mas quanto mais ela se beliscava, mais dor sentia. Isso significava que tudo aquilo realmente aconteceu, e estava acontecendo. Quando entrou naquele restaurante, mesmo de cabeça erguida, mesmo tendo colocado toda aquela maquiagem no rosto para esconder o quanto ela estava triste, o quanto ela chorou por muito tempo, era aparente que estava abatida. Mas ela colocou um sorriso no rosto, ao se aproximar da mesa em que seus pais estavam. O problema era que ela sentia que tinha alguma coisa errada. O olhar, o medo, a espinha, até mesmo ficava toda arrepi

