capítulo 12

1709 Palavras

Eu queria chorar, queria desabar, mas não na frente dele. Nunca na frente dele. Eu precisava parecer mais forte, manter a ilusão de que nada me abalava. Era um orgulho amargo, mas era o que me restava. Sempre me orgulhei de ser firme, de nunca baixar a cabeça, mas naquela situação… naquela situação, eu permitia a mim mesma um pouco de fraqueza. Só que não ali. Não ainda. Ele permaneceu ao meu lado durante todo o trajeto, sua presença pairando sobre mim como um peso sufocante, uma sombra cheia de promessas ruins. Eu queria socá-lo. Queria gritar. Queria abrir a porta do carro e jogá-lo para fora. Mas seria inútil. Ele era maior, mais forte. E, no fundo, eu não era alguém que machucava os outros. Mesmo que ele merecesse. Mesmo que cada fibra do meu ser desejasse fazê-lo sentir pelo menos um

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