Capítulo um

3323 Palavras
Seis meses depois… -Polícia! Parado ou eu… - Mas parece que mais uma vez, o suspeito não quis terminar de ouvir e saiu correndo. Cassie bufou, alto. - Será que é tão difícil obedecer? - E saiu correndo atrás do homem. A pessoa da vez era um ladrão das redondezas, que havia acabado de roubar a bolsa de uma senhora. O que Cassie queria era apenas que o rapaz se entregasse e fosse para a delegacia, mas mais uma vez, ele preferia o modo mais difícil. -Aqui é a policial Storm. - Falou ao rádio, ofegante pela corrida. - Estou em perseguição a um suspeito de roubo pelo Queens. Mande reforços. - E desligou, pegando sua pistola em seguida. O rapaz corria muito rápido, trombando em pessoas e até usando outras como barreira para impedir que Cassie chegasse nele. Em meio a essa perseguição, a polícia parecia se distrair com alguns carros parados, sentindo estar sendo observada. Tentou se concentrar na missão de prender o ladrão, mas a sua mente já estava em outra coisa. Aos poucos, Cassie foi perdendo a velocidade, o cansaço tomando seu corpo. O que estava acontecendo? Antes, ela estava quase alcançando quem fosse e hoje, ela via seu suspeito sumindo ao longe. Seu peito começou a formigar e precisou parar, indo ao chão, ofegante. Escutou ainda alguém dizer. -Alguém ajude a jovem policial. *** Era mais um momento de tensão naquela sala. Mais um dia e mais uma vez a sua inimiga estava a sua frente, cheia de fios coloridos, pronta para mostrar a Karoline que era melhor do que ela. A ruiva soava, tremendo ao segurar o alicate. Sua vida e a de muitos outros dependia daquele objeto e da inteligência da policial. Respirou fundo, tentando fazer sua mente se concentrar nas vidas que teria de salvar. Seu coração acelerou, olhando o relógio correndo. Faltava trinta segundos. Karoline estava nervosa, mas não podia desistir. Tinha que cumprir com o que lhes prometeu, sua fidelidade era a população. Mais uma vez, se viu passando o alicate pelos fios coloridos. Ela tinha quase certeza que era o azul, mas o verde e vermelho também pareciam uma ótima opção. O azul era claro, isso lembrava os olhos de… -Vamos, Karoline. - Uma voz feminina ecoou na sala. - Não temos o dia todo. Ela olhou na direção da janela e quando voltou a olhar para a bomba, faltavam cinco segundos e não cortou o azul, cortou o vermelho. E foi um fracasso. A bomba explodiu, apenas jorrando tinta vermelha no capacete de p******o da mulher. Mais uma vez, ela falhou. *** - Eu juro, meninas… - A mulher loira na frente delas falava, andando de um lado para o outro. - Eu estou tentando ajudá-las, mas parece que vocês não têm se esforçado o suficiente para estar aqui. A cabeça de vocês continua bem longe e não adianta me dizer que não é naquele assunto que se está proibido de falar. Cassie e Karoline estavam sentadas à frente da mulher. Seu nome era Natália Wilson, uma nova supervisora enviada pelo governo apenas para cuidar das duas policiais. Muitas coisas haviam acontecido dentro daqueles seis meses. O sumiço dos homens por quem se apaixonaram, provas de que elas eram inocentes, um pedido público de desculpas vindo da polícia e também, os cargos delas de volta. Ou quase de volta, já que agora, elas tinham aquela supervisora por perto o tempo todo para avalia-las. A vida de ambas estava quase completa. Em meios a essas provas, Theodore foi acusado de ter matado os pais de Karoline, já que não podia se defender, sendo dado como morto na explosão do prédio de contabilidade no centro de Nova York. A ruiva fez questão de dar ao homem um enterro digno, com lápide e ela e Cassie em sua última despedida. Mesmo com suas vidas normais quase de volta, elas nunca souberam como tudo aquilo havia acontecido. Falavam que a culpa era dos três homens, mas não sabiam como conseguiram aquilo. Temiam que eles haviam pago com a própria vida, pois a muito tempo, elas os procurava, mas pareciam ter sumido do mapa. Dia após dia, elas não desistiram de acha-los. Karoline pediu vários favores, mas nada. Hoje, elas estavam tentando voltar a ser como antes, mas era impossível. Sem eles, elas não faziam questão de mais nada. - Vocês estão prestando atenção no que estou falando? Natália estava de braços cruzados, olhando de uma para a outra. Cassie e Karoline trocaram olhares confusas. -Ahn, mas é claro… - Falou Karoline, sem jeito. - Eu peço desculpas por acabar me desconcentrando da missão hoje… Mas a mulher não respondeu. Levou as mãos às costas. -Cassie, pode repetir o que eu acabei de falar nos últimos cinco minutos? A morena mais uma vez, olhou sua parceira, que também pareceu desesperada. Deu de ombros. -Que nossa cabeça está longe demais e que você não quer saber daquele assunto proibido. - Respondeu, com seu coração saltando. Natália respirou fundo e caminhou até as costas das duas, com elas sem se virar. - Vocês são duas mulheres especiais e determinadas, duas policiais que esse departamento tem como exemplo, mas se continuarem assim, não posso colocar as duas como parceiras novamente. - A mulher deu uma pausa, percebendo mais uma troca de olhares das duas. Suspirou. - Eu entendo que passaram por uma barreira muito grande, mas só vão superar isso se tudo partir de vocês mesmas. Por isso, eu vou indicar mais algumas sessões com o doutor Cole. -O que? - Falou Karoline, se levantando. - Não vamos passar por psicólogo novamente. Ele já deu o aval de que podemos trabalhar tranquilamente. - Eu sei, mas acredito que vocês precisam de mais algumas sessões. Precisam se abrir mais com ele. - Falou Natália, olhando o relógio em seguida. - Eu vou decidir o número de sessões e… Mas acabou sendo interrompida pelo celular da policial ruiva tocando. Assim que viu o numero na tela, atendeu. Logo, olhou para a supervisora. -Desculpa, Senhorita Wilson, mas pode nos dar licença? É um assunto importante. Natália não pareceu gostar do pedido, mas resmungando algo, ela saiu da sala. Cassie foi até a porta para ter certeza que estava seguro. - Karol… - Falou uma voz masculina do outro lado da linha. Era Luke Hankinson, um policial federal conhecido das duas. - Eu sinto muito, mas não há nenhum rastro sobre Sebastian e Daniel, muito menos de Raymmond. O coração da ruiva ficou maia uma vez em pedacinhos. Ela olhou para Cassie, que parecia estar esperançosa. -Qual é, Luke. - Falou a ruiva. - É impossível eles terem coberto tão bem os passos deles… Não é? Houve um silêncio e logo, ele respirou fundo. - Eu não sei, nada é impossível. Eles são bem treinados para isso, já se esconderam antes de vocês. Então, acredito que eles não querem ser achados. - Ele mexeu em alguns papéis. - Eu odeio manter esperanças, mas eu verifiquei muitos necrotérios e hospitais em alguns condados, mas nenhum corpo ou pessoas foram encontrados com as características deles. Ou seja, mortos ou machucados, eles não estão. Aquilo já a deixou esperançosa. Seus olhos encheram-se de lágrimas, mas eram de felicidade. -Obrigado Luke. - Agradeceu. - Obrigado mesmo. Luke sorriu, mas logo, seu sorriso desapareceu. -Escute, Karol, eu sei que você se sente m*l por tudo, mas se eles não querem ser encontrados, eu não acho que você e Cassie merecem sofrer do jeito que estão. Pensa bem em tudo. Qualquer coisa, vou retornar a ligação. É, no fundo, ela sabia que estavam agindo como tolas, mas por dentro, havia uma esperança muito grande em cima deles. Assim que Luke desligou, Cassie esperou por respostas. -Nada, não é? - Karoline apenas abaixou a cabeça em resposta. - Eu acho melhor eles se esconderem mesmo, porque se acharmos, eu vou m***r os três. Karoline não conseguiu sorrir, era muito r**m conviver com aquele sentimento. Elas os amavam, Ray sabia do amor de Cassie, mas Daniel e Sebastian não. As últimas vezes, ela apenas os desprezou, os culpando por tudo e ali estava, os procurando. -Luke disse que não os encontrou em lugar nenhum, nem mesmo em hospitais ou necrotérios. Isso já nos dá uma esperança de que estão vivos. Cassie foi até a janela, passando a mão nos braços. - Eu só queria saber o porquê foram embora e o que fizeram nesse tempo. Karoline olhou a amiga. Ela também tinha essa mesma pergunta. *** O senador Phillip Lee estava em sua sala, sentado, quieto e pensativo. Ele iria fazer seu discurso para a campanha do ano e sempre visando o melhor para seu povo, por isso, não queria parecer nervoso. Isso refletiria muito em sua campanha. O papel em sua mão era o discurso, ele lia e relia. O que estava nele, poderia ajudá-lo, ou também poderia matá-lo. Claro que Phillip não queria baixar a cabeça para ninguém. Sempre fora conhecido por ser o homem que não escondia nada de ninguém, sempre falava a verdade e se fosse preciso, investigaria a fundo todos os podres dos seus inimigos. Phillip não tinha amigos por conta de sua personalidade. -Senador, está na hora. - Disse um de seus assistentes. Sorriu ao homem e acenou com a cabeça em resposta. Assim que se viu sozinho, se levantou e ergueu o queixo. - Está na hora! Ao abrir a porta, vários fotógrafos e jornalistas tentaram falar com ele, mas Phillip apenas sorria de canto para cada um. Ao entrar na sala de conferência, olhou para cada rosto que estava ali. Achou dois pares de olhos ao fundo e aqueles olhos seriam o alvo de seu discurso. - Mais uma vez, estou aqui, na presença de vocês, pronto para dar ao meu povo tudo o que eles realmente precisam. - Houve aplausos vindo da platéia. - Senhoras e senhores, eu estou na política há mais de vinte anos, eu já passei por muitas barreiras e hoje, eu sou grato pelo homem na qual me tornei. Conheci pessoas, passei por adversários muito difíceis, mas graças a cada um de vocês, hoje eu sou um homem na qual criou um amor muito grande por tudo isso. - Mais aplausos. - Um homem determinado a passar por cima de quem for para fazer o que tudo pelo seu povo. Phillip esperou os aplausos cessaram, mais uma vez, olhando as duas pessoas no fundo da sala de conferência. -Eu tenho lidado com muitos problemas nos últimos tempos em questões políticas. Tenho tido embates com adversários que acham estar a minha altura, mas eu sei o quão bravo e determinado sou para estar nesses negócios. - Houve poucos aplausos. - Senhoras e senhores, eu não só estou passando por barreiras como estas, mas também tenho recebido ameaças de morte. - A plateia burburinhou sobre o comentário do senador. - Sim, caros repórteres e eleitores que estão aqui hoje. Eu tenho recebido ameaças de uma organização na qual está por trás do governo. Eles têm me enviado homens ou até mesmo cartas mostrando que se eu não ceder a exigências que têm, eu posso estar morto pela manhã. - A plateia continuou comentando sobre o que era falado e alguns ficaram assustados. - Eu estou aqui, de pé, na frente de vocês e olhando nos olhos de cada um para dizer o que realmente importa: eles não me dão medo. Todos vocês confiaram em mim e eu faço o que for preciso para agradece-los pela enorme confiança que colocaram em mim, então eu estou aqui, no dia de hoje, para dizer o seguinte: - Ele procurou o foco na câmera principal. - Eu não vou abaixar a cabeça para ninguém igual a muitos políticos medíocres que dizem representar o povo americano. Eu não vou acatar ordens de ninguém que vier com ameaças. Se vocês querem me m***r, terão que mandar um exército para me derrubar, pois eu sou um Deus aqui e vocês não vão me parar. Tenham todos uma boa tarde. Assim que saiu do palanque, todos se levantaram, alguns indo na direção do senador, outros aplaudindo sua coragem e bravura. Os dois homens que observavam o discurso do senador não se mexeram, apenas o viram olhar para eles uma última vez antes de sumir por uma das portas. Uma única troca de olhar entre os dois homens e logo, um deles pegou seu celular e discou um número. - Ele cumpriu o que disse. - Falou, baixo e sério. - O Senador Phillip Lee morre hoje a noite. - E desligou. *** O dia de Cassie e Karoline não continuou em nada bom. Além do sermão de Natália e continuar um treinamento de volta a polícia, tiveram que ficar em suas salas, revisando papéis e mais papéis de casos antigos e atuais. Perto do fim do expediente, as duas já não prestavam mais atenção em mais nada. Suas mentes ainda estavam em Raymmond, Sebastian e Daniel. Todos os dias, ambas se perguntavam o porquê e onde eles estariam. Foram longos seis meses até tudo parecer voltar ao normal, mas elas sabiam que nada daquilo duraria muito. Karoline se sentia culpada cada vez mais por conta disso. Se tivesse contado a eles sobre o que Theodore havia lhe falado… Será que eles ainda estariam com elas? Com um suspiro, arrumou suas coisas e encontrou uma Cassie completamente acabada do lado de fora de sua sala, a esperando. Todos os dias, era o mesmo caminho. Do trabalho para casa,sentiam a mesma desconfiança de serem observadas durante o caminho para a casa que alugaram em Manhattan. Com certeza, ou deveria ser mesmo alguém as seguindo por precaução ou elas estariam ficando loucas de verdade. A casa que alugaram era em um tamanho perfeito. Cozinha, sala, dois quartos e dois banheiros para não ter briga. Ambas tomavam banho no mesmo horário, assim, dividindo as tarefas diárias de casa. Naquele dia, Cassie era quem faria o jantar, enquanto Karoline, pagaria as roupas. - Acho que deveríamos parar de procurar por eles. - Disse Cassie, enquanto mexia em uma das panelas. Karoline riu. -Nossa, Cassie Storm pensando em desistir de algo? Quem imaginaria. Cassie apenas suspirou e se virou para a amiga. -Se eles quisessem mesmo nosso bem, talvez dariam um jeito de nos ver. A morena continuou a mexer nas panelas, enquanto Karoline a olhava. - Eu acho que está sendo muito pessimista. Eu entendo que esteja com saudades do Ray… - Suspirou. - Eu nem tive a mesma sorte, já que maia briguei com aqueles irmãos idiotas do que nos acertamos, mas eu ainda acho que eles estarão voltando com o r**o entre as pernas e pedindo perdão por tudo. Cassie balançou a cabeça e voltou a olhar Karoline. - Eu só queria entender… É o que mais me deixa brava. Tínhamos combinado de que enfrentaríamos tudo juntos. Eu não quero imaginar que eles fizeram algo para voltarmos a ter nossas vidas. Eu tenho certeza que tem alguém lá fora sabendo dos nossos passos e contando tudo à Compania. Karoline se levantou e foi até a amiga. - Eu também penso isso, mas se dermos motivos a eles, vão acabar nos ferrando de qualquer jeito. - Ela pensou. - Acho que deveríamos continuar nossas buscas, fingir viver nossas vidas normais e tenho certeza que assim, vamos encontrar aqueles três idiotas. E aí você mata eles. Cassie riu, voltando a dar atenção às panelas. - Eu só queria saber o que eles estão fazendo. *** Depois de um dia completamente cheio, tudo o que o Senador Philip Lee gostaria era de chegar em sua casa, tomar um bom banho, desfrutar de um jantar saboroso como sempre fazia, dormir tranquilamente para acordar disposto a ir a academia e fazer seus compromissos diários. Porém, naquela noite, fora diferente. Ele chegou em casa tarde, já passava das onze da noite. Havia jantado fora, tomou seu banho e ao descer para a sala, fora surpreendido com algo batendo em sua cabeça. Apagou na hora. Seus olhos foram se abrindo aos poucos, mas ao levantar sua cabeça, acabou sentindo uma dor forte pela batida. -Acorda, Bela Adormecida. - Disse uma voz, à sua frente. Ele tentou aos poucos identificar onde estava. Era sua casa, seu quarto. Estava amarrado a uma cadeira no meio do cômodo. Ao levantar a cabeça, forçou a vista, mesmo com a pouca luz, pode ver três sombras à sua frente. Foi quando riu. -Então, eles mandaram vocês. - Falou, entre os risos. - Ótimo, então causei o que eu queria. Não deu muito tempo e logo recebeu um soco no rosto, o que o fez cuspir um pouco de sangue no chão. -Você sabe muito bem o que acontece quando vão contra as ordens deles. - Falou outra voz, mas grossa. O homem que estava no meio encurtou a distância entre eles. - A Compania ainda quer os seus serviços, senador. Se teme por sua vida, acredito que vá aceitar votar contra o que foi levado ao senado. Mais uma vez, Phillip cuspiu no chão, mas agora, em direção ao homem. - Eu nunca vou me curvar a isso. Vocês deveriam ter me matado na frente de todos, assim, o povo americano saberiam que são meros fantoches dessa Compania de m***a… Mais um golpe, desta vez, vindo do lado esquerdo. Quanto mais o Senador resistia, mais apanhava. Os três homens bateram nele até que ficasse quase inconsciente. - Por que é tão difícil aceitar, senador? - Perguntou o terceiro homem, parecendo preocupado. - Sabemos que não tem família, mas deveria poupar sua vida e viver melhor. O senador, mesmo com o rosto coberto de sangue, levantou seus olhos, mesmo que estivesse com dificuldades de enxergar com um deles. -O que eu faço é diferente. Eu faço o que o povo merece, diferentes daqueles idiotas que vocês controlam como marionetes. Eu prefiro morrer do que obedecer essas ordens. -Então, é o que vai ser. - Disse o maior deles, pegando uma pistola com silenciador e apontando ao senador. O homem nem deu tempo de ter um último pedido. O disparo foi feito rápido, silencioso e direto no peito. Quando a cabeça dele caiu para frente, houve um silêncio de tensão no meio do lugar. Nem as respirações eram ouvidas. Dois deles trocaram olhares, olhando em seguida para o terceiro. - Não achei que faria isso, Ray. - Falou um deles, tirando a máscara que cobria seu rosto. Era Sebastian. - Ele iria colaborar. O homem maior tirou a sua máscara também. Raymmond olhou para o corpo morto do senador, sentindo remorso pelo que fez. - Ele não iria concordar. Se resistiu a uma surra dessas, não teria chances de sobreviver. Poupamos o homem de qualquer outro sofrimento. -É, estamos poupando muitas pessoas de sofrimento. - Falou o terceiro homem, tirando a máscara. Daniel balançou a cabeça. - Eu não aguento mais isso. -Apontou para o Senador. - Eu estou cansado de m***r gente que não vai a favor deles. -E você quer o que, Daniel? - Falou Raymmond, mais alto. - Você sabe muito bem o motivo porque estamos aqui. Nós concordamos e vamos cumprir até o final. Agora vamos apagar qualquer vestígio e sumir daqui. Raymmond começou a mexer a andar pelo quarto, à procura de qualquer vestígio. Daniel olhou para Sebastian, procurando por apoio, mas este apenas se virou e seguiu Raymmond. Quando percebeu que os dois irmãos saíram do quarto, Daniel puxou do bolso de sua calça um origami de pássaro e pediu em oração que as pessoas certas achassem aquilo. Ele colocou na escrivaninha do quarto, um tanto escondido. Se arriscava muito fazendo aquilo, mas era preciso. Eles precisavam de ajuda e só havia duas pessoas que poderiam fazer aquilo por eles. -Daniel… - Escutou a voz de Sebastian. - Vamos. Uma última olhada no quarto e no pássaro. Respirou fundo e seguiu o irmão pela porta. Que Deus ajudasse eles.
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