Capitulo 4

1178 Palavras
(Aylla Narrando) Como todos os dias hoje acordei triste, mas algo diferente esta min incomodando acordei com uma sensação r**m, um aperto no peito sei lá uma coisa estranha. Como sempre todos os dias eu chego atrasada no trabalho e hoje não vai ser diferente eu queria que fosse, eu chego atrasada não porque eu quero, mas sim porque eu não tenho um despertador ou celular, eu até tinha mas minha mãe se sentiu no direito de vender pra usar suas porcarias sem contar que todos os dias eu durmo tarde e ontem não foi diferente, a minha mãe chegou muito tarde e passou a madrugada inteira fazendo zoada com uns “amigos” eu não ousei a sair do meu quarto nem pra beber água, tenho medo de sair e eles fazerem algo comigo enfim, acordei já sabendo que provavelmente estaria atrasa, tomei um banho rapidinho vestir um conjunto de lingerie rosa e depois vestir a calça jeans azul, coloquei um cinto preto e vestir a camisa do trabalho, calcei meu tênis velho de guerra fiz um coque no cabelo e passei perfume peguei minha mochila e desci, a casa estava uma bagunça tinha garrafas de álcool pra todo lado e minha mãe deitada no sofá toda jogada, balancei a cabeça negando aquela sena e sair de casa, como eu sabia que estava atrasada passei na padaria comprei um lanche e fui pro ponto esperar o meu ônibus alguns minutos depois o ônibus chegou, entrei paguei minha passagem e por sorte peguei um lugarzinho, sentei e comecei a tomar o meu café, infelizmente hoje só deu pra comprar um pão com manteiga e uma garrafinha de água, não estou reclamando mas eu queria comer bem e ser como qualquer outra adolescente enfim, desci no ponto coloquei um sorriso no rosto respirei fundo e entrei na lanchonete, não e sempre que eu como aqui ate porque o meu almoço e as marmitas que levo pra casa são descontadas do meu salário, entrei cumprimentei as meninas guardei a mochila coloquei meu avental e a touca e fui pra cozinha ajudar o padeiro... Não sei se foco triste ou feliz por finalmente chegar a hora de ir em bora, estava me arrumando pra ir pra casa quando a gerente chegar. Gerente- Aylla meu amor podemos conversar? Eu e o seu Heitor estaremos na nossa sala te esperando!! – Falou sendo simpática como sempre e saiu, na hora meu coração congelou, eu sempre faço tudo direitinho, me ajeitei o mais rápido possível e fui até a sala, bati esperei um pouco e entrei, o seu Heitor não estava com cara de bons amigos. Gerente- Como você deve saber já faz quatro meses que você está com a gente e desde o começo sabemos a sua situação... Seguramos por muito tempo porque sabemos que você e uma boa menina e merece. Heitor- Chega de enrolação Ivone, Nos estamos te demitindo!! te empreguei aqui por causa do Carlos ele e um grande amigo. sua falta de responsabilidade esta nos causando problema eu preciso de alguém comprometida com o trabalho e você não é! Seu horário e das oito as cinco da tarde e você chega aqui todos os dias as dez horas da manhã, a um mês eu venho te observando e não posso mas aguentar isso... Pague a ela todos os direitos que ela tem e boa sorte na sua caminhada- Falou sendo ríspido comigo, eu já estava em lágrimas me segurando pra não chorar, ele falou todas as verdades com grosseria e saiu, eu sei que eles tem sido maravilhosos comigo. Ivone- Eu sinto muito Lila, eu tentei o convencer do contrário, mas a mariana fez um inferno sem eu saber sinto muito mesmo- Falou com os olhos cheios de lagrimas e eu sorrir segurando as lágrimas ela não tem culpa, na verdade ninguém tem até que demorou, eu poderia implorar pelo meu emprego mas não vou! ele foi forte nas palavras e nem que eu dormisse na porta do trabalho ele me contrataria de novo, peguei todos os meus documentos e um envelope com o meu dinheiro- Boa sorte princesa, esse aqui e meu número sempre que precisar de algo, qualquer coisa pode me falar wu e o Carlos vamos adorar te ajudar- falou sendo gentil, nos despedimos e eu levantei da cadeira respirei fundo e sair da sala dando de cara com a Mariana encostada na parede rindo. Mariana- Aqui não e lugar pra morta de fome- Falou sendo implicante, eu não faço ideia do porque ela me odeia eu nunca fiz m*l a ela muito menos prejudiquei o seu trabalho aqui- Aqui esta sua comida- falou esticando o saco e quando fui pegar ela jogou no chão, engoli o meu ódio e peguei o saco com as marmitas quebradas e sair da lanchonete de cabeça baixa sem olhar pra trás, caminhei até o ponto e por sorte tinha um ônibus parado entrei sem olhar pra onde ele ia e o motorista arrastou, abrir o envelope e comei a ler quando comecei a contar o dinheiro tinha mil reais, eu só tinha direito a quatrocentos os outros seiscentos a Ivone que me deu, o Carlos tem sorte em ter uma mulher como ela ao lado dele. Desci no cemitério e fui até o túmulo do meu pai onde eu pude chorar e gritar, aquele trabalho era o meu único refugio eu não podia acreditar que perdi a única coisa que me mantinha viva, chorei tanto que nem vi a hora que peguei no sono agarrada com a mochila e o resto de comida ao meu lado... Acordei pela manhã com o sol queimando o meu rosto, esfreguei os olhos e olhei sorrir vendo uma foto de quando eu era pequena com o meu pai alisei o porta retratos e levantei e peguei minhas coisas e sair, joguei o resto da comida que estava azeda em uma lixeira e quando ia saído do cemitério dou de cara com o Carlos, nos cumprimentamos ele pediu pra que eu o esperasse enquanto ele foi visitar o túmulo da mãe que morreu a dois meses atrás, sentei de baixo de uma arvore e fiquei o esperando e pensando no que iria fazer daqui pra frente, pouco tempo depois o Carlos veio com os olhos vermelhos e tentei o confortar, eu entendo muito bem a dor que ele estar sentindo, logo depois ele me convidou pra tomar tomar café e eu contei tudo o que tinha acontecido e falei o quanto ele e a esposa e importantes em minha vida, depois do café conversamos mais um pouco e ele me levou pra casa, nos despedimos e ele foi em bora caminhei ate a porta de casa respirei fundo e entrei, dando de cara com uma sena nada boa vendo um homem sentado no sofá com uma arma na mão e outros dois em pé ao lado de minha mãe também armados, e ela com a cabeça sangrando, eu até tentei correr mas quando me virei pra sair dei de cara com mais um deles.
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