A adrenalina ainda tava correndo no sangue de Luiz quando ele chegou no morro. A missão tinha sido bem-sucedida, mas ele sabia que a paz nunca durava muito tempo naquele mundo. Quando desceu da moto, os olhos escanearam o morro. Tudo parecia normal, mas ele sabia que a calmaria era só fachada. Os aliados já tavam espalhados, de vigia, esperando qualquer merda que pudesse acontecer. — Vai todo mundo descansar um pouco, mas fica ligeiro. A gente não sabe se os que fugiram vão tentar alguma gracinha. – ele avisou, e os caras assentiram. Luiz queria ver Beatriz e as crianças. Queria sentir que sua família tava segura. Então, sem perder tempo, subiu a viela e entrou em casa. Beatriz tava sentada no sofá com um cobertor enrolado no corpo, as pernas encolhidas. O rosto dela ainda tinha marcas

