Capítulo 80: Vitória

1335 Palavras

A noite estava quente, abafada, mas Luiz sentia um frio interno que nada conseguia esquentar. Era a adrenalina, a sede de vingança, a certeza de que aquilo ainda não tinha acabado. O motor da moto roncava alto enquanto ele atravessava as ruas do morro, os olhos atentos a qualquer movimento estranho. Os homens dele já tavam a postos, espalhados pelos becos, atentos. Ele tinha dado a ordem: ninguém entra, ninguém sai, até ele resolver essa p***a. Quando chegou no barraco da mata, um dos seus esconderijos estratégicos, encontrou Neguinho amarrado na cadeira, os braços sangrando de tanto tentar se soltar. Dois dos seus homens estavam ali, olhando pra Luiz, esperando a ordem. Ele entrou devagar, pegando uma cadeira de plástico e arrastando até parar bem na frente do prisioneiro. Se sentou, r

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