O barulho do tiro ainda ecoava na mente dos homens no campão. Ninguém ousava dizer nada. Só o cheiro de sangue no ar, misturado com a tensão que deixava tudo mais pesado. Luiz limpou a testa com as costas da mão. O suor escorria, a mente a mil. Ele sabia que a guerra ainda tava longe de acabar. Aquela facada na porta da casa dele era só um aviso, os caras tavam querendo provocar, testar até onde ele ia. Mas se achavam que ele ia recuar, tão enganados. — Agora escuta aqui, cambada, — Luiz começou, a voz firme. — O Zóio já era, mas os problemas não. O bagulho ficou pessoal, e eu não vou dormir enquanto esses filha da p**a não tiverem enterrados. Então é o seguinte: vamos nos armar, reforçar a contenção. Quero todo mundo de olho em qualquer movimentação estranha. E alguém me arruma logo um

