LILY POV — Diga X. A voz do meu pai surgiu de algum lugar perto de mim, e foi como um estalo. Eu pisquei, confusa, como se tivesse acabado de acordar de um sonho estranho — ou de um pesadelo elegante, decorado com balões e sorrisos forçados. Só então percebi que estava parada ao lado dele, rígida demais, enquanto Samuel e Samantha estavam posicionados à minha frente, sorrindo para a câmera como se aquele fosse o momento mais natural do mundo. Uma foto. Uma simples foto. E, ainda assim, eu me sentia completamente fora de lugar, como se estivesse ocupando o espaço errado numa cena que não tinha sido escrita para mim. O flash disparou. Eu não sorri. Não consegui. Meus olhos estavam presos em Samuel. Havia algo errado ali. Não no ambiente, não na festa improvisada, não na faixa enor

