Mas ele deu um passo para trás. O mundo inclinou. Eu tropecei no vazio, quase caindo para frente. Choque gelado correu pelas minhas veias. — O que você tá fazendo? — ele perguntou, voz baixa, surpresa. Eu o encarei, boca aberta, coração em pedaços. — Você… você fez isso mesmo? — Lily — ele começou, estendendo a mão. Mas eu já estava correndo. Corri para o elevador, lágrimas queimando os olhos. Apertei o botão como se minha vida dependesse disso. As portas se fecharam, e eu desci, furiosa, envergonhada, destruída. Como ele pôde? Depois de tudo — os presentes, os elogios, os toques, as tardes que pareciam perfeitas. Era tudo mentira? Saí do prédio sem rumo, andando rápido, tentando escapar da sensação de estar sendo observada, julgada, ridicularizada. — Lily! — ouvi a voz dele atrás

