CAPITULO 141

1312 Palavras

Samuel Brown Silêncio. Era a única coisa que existia dentro do carro enquanto eu dirigia pelas ruas vazias de Chicago. Não havia música, não havia rádio, não havia uma palavra sequer — só o barulho do motor, baixo, constante, como um coração tentando manter o ritmo apesar do colapso iminente. Lily estava ao meu lado, imóvel, com o rosto virado para a janela. Ela fingia olhar a paisagem como se estivesse vendo alguma coisa, mas eu via o reflexo no vidro: as lágrimas escorrendo, linha após linha, mergulhando no tecido vinho do vestido dela como gotas de tinta. Eu senti o estômago contrair. A raiva que eu tinha sentido por Aidan minutos antes — a vontade quase animal de quebrar o rosto dele — agora virava outra coisa. Uma culpa pesada, apertada, sufocante. Algo que não era por mim… mas

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