SAMUEL BROWN Eu precisava de ar. A música alta, as luzes piscando, as risadas… tudo parecia opressor demais. Não sei se era porque acabei de cantar a música mais pessoal da minha vida, expondo meus demônios diante de toda a escola, ou porque tive que olhar Lily dançando com Aidan como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Porque era. Pelo menos agora era. Eu me escorei na parede externa da escola, sentindo o frio do tijolo nas costas enquanto o barulho abafado da banda vibrava pela estrutura. O ar gelado da noite entrou nos meus pulmões, cortante, mas necessário. Eu fechei os olhos por um instante. Ela não é sua. Ela nunca foi. E ela mesma te disse isso. E pela primeira vez… eu consegui aceitar. A música “She Doesn’t See” não foi escrita para provocá-la, era música que

