Os Nomes que o Tempo Não Apaga

1274 Palavras

Dez anos depois, Lara ainda acordava no escuro sentindo o peso de um nome que se recusava a desaparecer. Seu apartamento no centro de São Paulo era silencioso, moderno, elegante — e solitário. A parede de vidro deixava ver a cidade desperta, com seus carros apressados, buzinas, gente correndo. Ela levantou sem pressa. A cama ainda guardava o cheiro do passado, mesmo que tantos homens tivessem passado por ela desde então. Nenhum deles, porém, ficou. Nenhum deles era Inácio. Lara agora era uma advogada criminalista de renome, formada com honra ao mérito. Estava na reta final do curso de Administração, decidida a abrir o próprio escritório e jamais aceitar qualquer migalha do nome Ferraz. Tinha se tornado referência em casos de inocência e justiça restaurativa. Nas entrevistas, era firme,

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