Pré-visualização gratuita Parte 1 - Capítulo 01
Olá, Bem vindo(a) ao meu mundo imaginário!
Meu nome é Driele, pode me chamar de Dri.
Antes de começarmos eu quero dá alguns avisos sobre o que você pode, ou não, encontrar no decorrer da história:
1- Palavras de baixo calão.
2- Cenas de sexo.
3- Cenas de Brigas ou discussões.
4- Violência contra mulher.
5- Bebidas alcoólicas
6- Drogas ilícitas
7- Ciúmes/obsessão
8- Imaturidade dos personagens
9- Alguns erros ortográficos (Por que a autora revisa, mas é lerda)
Interação: Eu gostaria muito de pedi para que vocês comentem, votem, marquem o coraçãozinho e até mesmo indiquem essa história para um amigo(a) que goste do tema.
Eu sempre respondo todos os comentários.
Sobre a história: Esse é o segundo livro de "Uma chance para o Amor". Mas o primeiro livro teve partes retiradas e foi completamente reescrito de maneira que eu pudesse me adaptar melhor na escrita do segundo. Por isso, os capítulo serão divididos em "parte 1" e "parte 2". Passei por algumas coisas na real e por isso passei alguns anos sem escrever, mas espero que gostem!
Obs: Isso é ficção e a autora NÃO compactua com algumas falas, atitudes e formas de pensar de todos os personagens.
Boa leitura!!
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Já faz três semanas que tenho que trabalhar dobrado.
E isso não se deve apenas ao fato da minha atual assistente ser incompetente ao ponto de não conseguir nem me trazer uma xícara de café sem derramar metade pelo caminho. Mas também ao RH que está demorando mais do que o de costume para achar uma substituta adequada.
Não me considero um chefe muito exigente. Crítico e perfeccionista? Sim. Mas nunca exijo nada além do necessário. Só o que quero é que meus funcionários façam com perfeição tudo aquilo que ele é pago para fazer.
Eu fui o responsável por tirar a empresa do meu pai do limbo há quatro anos. Tive que ralar muito para colocar em prática tudo o que aprendi na faculdade, investir em novas estratégias e garantir um crescimento exponencial para os negócios da família.
Fiz o possível — e o que muitos consideram impossível — só para que a empresa pela qual meu pai derramou sangue e suor não fechasse as portas.
Hoje, a empresa que antes estava fadada a fechar as portas é uma das que mais crescem no mundo, ano após ano. E, na minha conta, tem dinheiro o suficiente para sustentar até a próxima geração da família Bollene — sem que eles sequer tenham que se preocupar com custos.
Apesar disso, nunca deixei que o dinheiro e o sucesso me subissem à cabeça.
Minha mãe, por outro lado, se tornou mais ambiciosa a cada dia e faz da minha vida um inferno ao tentar me casar com alguém que pudesse agregar ainda mais à nossa fortuna.
Em outras palavras... Charlotte Thompson.
Minha ex-noiva.
Nossos pais se conheciam desde a faculdade, e nossas mães eram melhores amigas até uma delas passar a perna na outra e comprar a última das cinco bolsas de edição limitada de uma marca famosa.
Não foi surpresa para ninguém quando, anos atrás, decidi que Charlotte era boa o suficiente para ser minha esposa. Porém, ela começou a querer mais do que eu estava disposto a oferecer — ela queria amor e, para mim, o amor é perda de tempo.
Sentimentos como esse não passam de um capricho fútil, que serve para desestabilizar, tirar o foco e colocar pessoas em circunstâncias que nunca estariam se tivessem completamente lúcidas. Uma fraqueza disfarçada de virtude.
Tive a certeza disso quando presenciei a morte do meu próprio pai.
Tiro minha atenção dos papeis quando a porta do escritório é aberta sem aviso. Olho para a senhora de meia-idade vestida num conjunto de marca e uma bolsa da mesma grife pendurada no antebraço.
Ao lado dela, minha futura ex-assistente está tentando recuperar o fôlego, depois de fracassar ao impedir que minha mãe invadisse minha sala.
— Quantas vezes mais terei que repetir que não gosto que entrem na minha sala sem antes serem anunciados? — indaguei, sinalizando para que minha secretária nos deixasse a sós. Assim ela fez. — Eu poderia estar em uma reunião!
— Mas não está. E eu não precisaria invadir sua sala se você passasse mais tempo em casa ou, pelo menos, atendesse minhas ligações — retrucou, sentando-se na cadeira à minha frente.
— Estou ocupado com o trabalho, mi madre. Não tenho tanto tempo livre quanto gostaria. — Respirei fundo, larguei a caneta que segurava e a encarei.
— Faz alguma ideia de como é humilhante ter que invadir o escritório do meu próprio filho? Daqui uns dias, vou precisar marcar horário com a sua secretária! — dramatizou.
Revirei os olhos.
— A senhora não parece achar r**m a minha “falta de tempo” quando está no shopping, comprando roupas tão caras quanto essa que está usando — Fiz um gesto com o dedo em direção a roupa — Deveria ser mais grata ao meu trabalho pelo acesso que ele lhe dá a tantos luxos.
Ela deu de ombros, empinou o nariz e colocou as mãos em cima da bolsa no seu colo.
Margareth odeia quando uma pessoa tem um argumento melhor que o dela.
— Isso não importa agora. — Abriu a bolsa e vasculhou dentro — Vim aqui só para lhe entregar isto! — Olho para o envelope feito de papel Aspen assim que é colocado na mesa — É um convite para o noivado da Charlotte, será daqui algumas semanas.
Peguei o envelope e o observei por alguns instantes.
Essa notícia me pegou desprevenido.
— Não sabia que ela estava noiva.
— Está, de um Italiano qualquer. — Cuspiu as palavras com desdém — O que você vai fazer em relação a isso?
Qualquer pessoa que olhasse a expressão de minha mãe pensaria que o mundo está acabando nesse exato momento. Mas a notícia não poderia me deixar mais aliviado.
— Mandar flores de felicitações e uma caixa com confetes que estouram assim que ela abrir — Brinquei, vendo Margareth ficar mais alarmada.
— Ora, Apollo. Deixe de brincadeira. A família dessa moça é dona de quase metade das ações desta empresa e, depois desse casamento, tudo passará para o nome dela.
— Charlotte é uma mulher inteligente. Estudou em uma das melhores faculdades do mundo e tem capacidade o suficiente para estar à frente de qualquer empresa. — Fui sincero — Não estou entendendo o motivo de tanto alarde.
— Se fosse apenas isso não teríamos problemas algum. Mas, sinceramente, eu não acho que ela vá largar sua carreira de modelo para viver na sombra de seu pai e, como dona de boa parte das ações, ela pode muito bem colocar seu futuro marido, um completo desconhecido, à frente dos seus negócios nesta empresa.
“Era só o que faltava, do nada, ela toda preocupada com os assuntos da empresa”
— Então, não veio até aqui apenas para contar as boas novas. — O tom saiu quase acusador. Arrumei minha postura e coloquei os antebraços em cima da mesa, entrelaçando os dedos das mãos.— Diga-me, senhora Bollene, onde quer chegar com isso?
Minha mãe respirou fundo.
— Quero que ela passe todas as ações para o seu nome. Use o seu charme, sua lábia, ou seja lá o que usou para conquistá-la da primeira vez, mas conquiste-a de novo. — Não sei por que ainda fico surpreendo com uma coisa dessas. — Todo mundo sabe que se você estalar os dedos Charlotte Thompson volta para seus braços como uma boa cadelinha adestrada.
— Então é uma pena que eu não esteja procurando um bichinho de estimação, e, muito menos, uma namorada. — Encarei ela nos olhos — Não vou me casar, nem com Charlotte, nem com qualquer outra moça que colocar no meu caminho. Ponto final.
— Pelo amor de Deus, Apollo. Não pense só em você, pense nos negócios. — Bateu o dedo indicador em cima de um dos papeis que estava na mesa — E ela ainda é louca por você. Não vai demorar muito para a convencer de passar todas as ações para o seu nome e você poder tomar posse daquilo que é seu por direito.
— Terminamos há 2 anos justamente porque eu não a amava e não queria me casar. Agora, quer que eu apareça do nada, a querendo de volta?! — Indaguei e não esperei pela resposta — Já disse que não vou me submeter a essa loucura e, para ser sincero, também não sei se estarei presente nesse noivado.
Nem ferrando que eu vou trazer a Charlotte de volta para minha vida logo agora que eu finalmente consegui me livrar dela.
— Você não é tão jovem quanto pensa, Apollo. — Sua voz suavizou tanto que, se eu não soubesse das reais intenções, poderia acreditar que está preocupada — Já tem 32 anos. Deveria parar de agir como se o tempo não passasse pra você e começar a investir em outras áreas da sua vida. Precisamos de herdeiros.
Argumentou, me fazendo respirar fundo e massagear a têmpora
— Não adianta nada construir um império se não tiver ninguém para comandá-lo depois.
Completou. Bufei com a ideia.
— Graças a Deus que temos o David e a Amélia, então. Assim posso construir meu “império” sem ter que ficar me preocupando com a arte da procriação — Dou um sorriso de lado quando suas bochechas começam a ficar avermelhadas — Era só isso o que tinha para falar? — Não deixei que respondesse — Ótimo, agora peço que me dê licença, estou com o dia cheio e não tenho tempo para falar sobre essas bobagens.
Ela me olhou e não disse nada por alguns longos segundos
— Quando perceber a burrada que tá fazendo, não diga que não avisei.
Fechei os olhos e me encostei na cadeira assim ela saiu da sala.
Quando abri novamente, peguei o telefone e disquei o ramal do RH. Estava prestes a me levantar e ir até lá pessoalmente quando Cristina atendeu.
— Bom dia, Senhor Bollene! No que posso ajudar? — A mesma voz suave de sempre.
— Bom dia! Você já agilizou a contratação da nova secretaria que eu havia pedido?
Tentei manter a calma enquanto assistia a minha logo ex-funcionária sentar em seu assento de trabalho e, como quem não tem nada para fazer, começar a retocar o batom.
— Eu analisei várias candidatas, senhor. Contudo, somente três chamaram minha atenção. A primeira tem um currículo impecável, mas felizmente se tornou mãe a pouco tempo e ainda não tem rede de apoio.
— Não posso me dar ao luxo de contratar uma mulher que acabou de se tornar mãe, por motivos óbvios, Cristina. — Ela não tem rede de apoio, o que significa que faltará todas as vezes que a criança precisar dela, e um recém nascido exige muito, não posso contratar alguém presencialmente instável — Mas posso saber por qual razão nenhuma das outras candidatas estão aqui neste momento?
— Bom… a segunda, embora também tenha se formado em uma boa instituição, tem péssimas recomendações dos seus antigos chefe e… a terceira, ela é uma jovem simpática e tem um perfil adequado para a vaga embora ainda não tenha nenhuma experiência no ramo, não fez faculdade, mas parece disposta a aprender.
Uma pilha de papel caindo e Lyons ficando de quatro — com a b***a virada em minha direção — para catá-los me fez respirar fundo.
— Estou tentando entrar em contato com a segunda, mas ainda não obtive sucesso. Vou tentar mais um pouco antes de entrar em contato com a terceira.
— Por Dios! — Exclamei impaciente — Ligue para ela agora mesmo e peça para vir o mais rápido possível. Faça o que for necessário para que aceite a vaga, mas traga ela aqui! — Rosnei enquanto assistia a mulher recolher os papéis e se levantar com a pilha em mãos e um sorriso orgulhoso no rosto.
Parece até o Sid da era do gelo quando sorri.
— Entendido, Senhor. Farei isso agora mesmo. — Respondeu sem nenhum protesto, igual a todos os funcionários daqui, e pude ouvir seus dedos batendo contra o teclado — Posso te ajudar em mais alguma coisa?
— Não, obrigado! — Agradeci, desligando.
Arrumei a gravata enquanto mantinha meus olhos fixos na mulher do outro lado da parede de vidro. Respirei fundo e me levantei, indo em direção a ela.
— Fez o relatório que pedi?
Perguntei, me debruçando levemente no balcão e olhando para senhora que estava ocupada demais digitando algo no celular para notar a minha aproximação. A mesma sobressaltou da cadeira num susto e olhou pra mim.
— O-O relatório... — Pareceu forçar a memória — E-Ele era pra hoje?
Não, para o meu mês que vem. Claro que era pra hoje!
— Vejo que tem dificuldades em cumprir prazos e fazer algumas tarefas... simples. Está sendo difícil se adaptar ao novo emprego, não é?
Perguntei num tom simpático, olhando para a loira atrás do balcão. Ela sorriu sem graça assim que notou meu olhar direcionado a bagunça em sua mesa.
— Não, eu só... estou aqui a poucos dias, mas irei melhorar. Eu só preciso de…
— Você não precisa de nada, Lyons. — Falei em tom suave, fazendo com que a mesma olhasse para mim. Ela abria um sorriso agradecido quando completei: — Já pedi para Cristina encontrar uma substituta pra você, dê um pulinho no RH antes de sair. Okay?
— Mas, senhor…
Ela olhou pra mim, confusa, como se não soubesse o que fez de tão errado. Esperei que terminasse de falar, mas a surpresa da notícia parece ter a deixado sem palavras.
— Tenha um bom dia!
Desejei e voltei a caminhar, dessa vez em direção ao elevador.
Chegou a ser cômico a forma que ela estava me encarando quando me virei de frente a saída e apertei o botão do andar onde fica a minha sala de reuniões.
A minha, agora ex-secretária, estendeu o dedo m*l educado para mim antes das portas se fecharem completamente.
— Eu preciso, urgentemente, de uma secretária mais qualificada.