Meu segredo

420 Palavras
AZURE Olhando-me com medo enquanto andava vários passos para trás tentando se afastar. Ele transpirava nervoso e seus olhos azuis arregalados em minha direção. HORAS ATRÁS... Acordo com dor de cabeça, sentindo-me presa em minha própria pele, enquanto algo semelhante a um ataque de pânico me atingiu, ainda que fosse completamente diferente. Não era um bom momento para perder meu controle. Levantei meio zonza, peguei meu celular e vi que era quase meia noite. Ouvi o ranger da porta abrir-se e virei-me para James - nome que descobri pertencer a meu amado primo - que se encontrava vestido casualmente. — Vou sair, volto pela manha.— Diz enquanto me observa desconfiado, e posso sentir o cheiro de sua animação fazer cócegas em meu nariz, observo quando ele se afasta, corro para o banheiro ligando o chuveiro e jogando-me em baixo da água fria em uma tentativa de retardar a transformação, ao menos até que ele saia da casa.Posso ouvir quando o carro deu partida em frente a casa após um bom tempo, sinto que não tenho mais como atrasar minha transformação quando a água gelada já não é o suficiente para resfriar-me, Desligo ao chuveiro e tirou a roupa sem aguentar mais nem um segundo, e então faço algo que não faço há anos, me transformo em uma enorme loba preta e branca com olhos vermelhos e marcas avermelhadas no pelo. Rosno quando sinto o cheiro de ‘humano’ eu estava tão grande que m*l cabia no quarto que agora parecia minúsculo, me viro o vejo, para piorar tudo. James estava assustado, pude ver o pavor em seus olhos enquanto sentia seu medo queimar minhas narinas e atiçar minha v*****e de caçar. Era algo que não fazia há tantos anos que tive dificuldade em retornar a minha forma humana, e quando o fiz cai no chão com força. Meu corpo doía em interromper a transformação, sempre fui boa em me controlar porém não podia aguentar para sempre sem deixar o predador sair. — Você deveria avisar que voltou! Tipo gritar que não se foi. — Rosno tentando acalmá-lo enquanto faço meu melhor para não transparecer a dor que sinto em meu corpo.  Ele continuou dando passos para trás até que percebi ele se preparar para correr. Deixá-lo fugir não era uma opção. —Desculpe. — Com minha mão direita, forçou sua cabeça contra a parede em um baque oco que faz todo seu corpo amolecer em meus braços.  Preciso de cordas, fita e talvez um lugar para desovar corpos.
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