Acabei apagando novamente de tanto chorar, quando acordei Senti o cheiro conhecido, abrir meus olhos, eu estava muito frágil e fraca ainda, vi o JP encostado na cama segurando a minha mão e chorando baixinho.
Rosa: JP... - ele levantou limpando as lagrimas rápido, e sorriu pra mim -
percebi que ele estava limpo provavelmente já havia tomado banho, do lado do seu olho esquerdo estava roxo ,assim como a sua boca estava com marcas de que avia levado um murro a pouco tempo
JP: Oi meu amor... que bom que você acordou ,como se sente ?
Rosa: psicologicamente ou fisicamente ?
JP: Os dois.
Rosa: morrendo cada segundo...os dois - ele soltou o ar dos pulmões –
JP: Desculpa te fazer passar por isso. - ele voltou a chorar –
Rosa: Não... não chora. - ele olhou pra mim –
JP: eu te amo tanto, eu nao acredito que eu deixei isso acontecer
Rosa: esta... tudo bem - falei tentando me convencer disso também –
JP: Não.. não esta - ele levantou .- Não, não me fala que ta tudo bem que não ta... eu nunca vou me perdoar por isso. voce estava esperando um filho meu ? - ele ainda chorava-
Rosa: Sim.. me perdoa amor , nao ter te contado, eu fiquei com medo da sua reaçao - meus olhos ja enchiam de lagrimas novamente -
JP: Morena, voce e minha vida, o que eu mais quero e passar o resto da minha vida com voce e nossos 5 filhos - sorri fraco -
Rosa: Vem cá vem... deita um pouquinho aqui comigo . - ele veio chorando igual uma criança cheguei um pro lado com um pouco de dificuldade ainda sentia dor ,e ele deitou comigo eu o abracei e ele chorou mais ainda.
Rosa: Eu te amo. - beijei a sua bochecha e fechei os olhos e absorvi o seu cheiro, que era o melhor que eu conhecia,
Dormi de novo e acordei o JP não estava mais do meu lado... abrir os olhos e não vi ninguém a porta se abriu com tudo e vi minha mãe e o JP discutindo.
Rita: Você é um moleque filho da p**a, você nunca mais vai encostar na minha filha, seu maconheiro.
JP: Você acha que eu queria isso pra ela, eu amo ela.
Rita: Cala a boca... meus filhos só estao aqui por causa de você.
Rosa: Gente não briguem – falei com um pouco de dificuldade ainda-
Rita: Filha - ela veio ate mim e segurou a minha mão - Você ta bem ? - ela alisou o meu cabelo –
Rosa: to bem mãe... só cansada, e meu irmao ?
Rita: Estar na mesma, tem certeza que ta tudo bem ?
Rosa: tenho sim.
Rita: Você sabe que vamos ter uma longa conversa não sabe ? - soltei o ar –
Rosa: Sei sim...
Rita: e que não vai mais poder chegar nem perto desse traficante - ela olhou canto de olho pro JP que só observava com os braços cruzados-
JP: Eu ainda to aqui, sabia ?
Rita: Sabia... por isso mesmo que eu to falando.
Rosa: Mae... eu não vou me afastar dele. - ele me olhou e sorriu de canto de boca –
Rita: depois a gente resolve isso...
JP: Rosa eu já volto - minha mãe revirou os olhos como se ele fosse voltar mesmo –
Sophia: Tudo bem. - ele saiu e minha mãe ficou comigo me fazendo mimos.
Rita: filha ?
Sophia: oi
Rita: voce sabia que estava esperando um bebe ?- vi os olhos dela se encherem. –
Rosa: Sabia mãe, sabia.
Rita: eu não sei se fico triste ou sei la ... era filho do traficante ne. – nao acreditei quando ela disse aquilo- se perdeu com ele ?
Rosa: Mãe não fala assim dele, se você o conhecesse iria ver que não é nada disso... e sim, me perdi com ele, foi maravilhoso, ele foi muito carinhoso comigo, embora eu não sei se vou ter coragem de fazer isso de novo. - abaixei os olhos-
Rita: oh meu deus minha filha- ela me abraçou forte. - eu te amo , queria tanto que você não tivesse passado por isso.
Rosa; eu também mãe ,eu também
Fiquei mais uns 2 dias no hospital e depois fui liberada, minha mãe queria ficar em casa comigo mais eu insistir pra que ela ficasse com o Dan, então eu fui pra casa do JP , Dona Maria estava cuidando de mim como se fosse filha dela e eu estava amando o mimo.
Maria: Com licença- ela disse entrando no quarto - trouxe uma sopinha pra você querida.
Rosa: Dona Maria não precisa, já estou melhor.
Maria: Não me custa nada- ela disse enquanto me entregava -
Rosa: E JP, cadê?
Maria : foi pra essa vida dele né, queria tanto que ele saísse disso.
Rosa: Eu também, como queria.
Maria: Infelizmente o tráfico domina meu menino - ela disse enquanto saia ..
Fiquei ali comendo a sopa quando meu telefone apita.
Mensagem
Rita: Filhaaaa, Dan acordou
Rosa: Não acredito, vou pra ir agr mesmo
Rita: tenha cuidado prfv
Fim de mensagem
Terminei de comer , e me levantei de vagar , ainda estava um pouco fragil, me arrumei e mandei uma mensagem pra Agatha, de se ela podia me levar lá, ela concordou então fui indo, desci as escadas dona Maria estava sentada no sofá.
Maria : Vai sair flor ?
Rosa: Vou sim dona Maria , meu irmão acordou, tô indo no hospital.
Maria: sozinha ? Quer que eu te leve ?
Rosa: Não se incomode, Agatha vai me levar.
Maria: Tá bom, cuidado então.
Eu saí.
Danilo narrando
Meu corpo era de quem precisava se mover, eu abri lentamente meus olhos não reconhecendo o lugar que eu estava , mais pude perceber que era um hospital. Então a minha mente rebubinou tudo, e minha ficha que eu tinha tomado um tiro caiu, olhei pro lado e vi minha mãe sentada em um sofá, cochilando .
DL: Mãe- chamei quase sussurrando, ela apenas me olhou assustada -
Rita: Meu filho - ela correu até a mim - Meu Deus graças a Deus , médicoooo, medicooo - ela começou gritar-
DL: Mãe, calma, eu me sinto bem.
Rita: Cala a boca, depois que o médico disse isso eu vou m***r você- apenas rir fraco
O médico entrou rapidamente , fizeram alguns exames em mim.
Medico: É dona Rita parece que seu filho está bom, e se continuar assim, rapidinho estar em casa.
Rita: posso matá -lo doutor ? - rimos - vou avisar sua irmã- ela saiu -
Ficamos ali mais alguns minutos quando a porta se abriu com minha irmã entrando, com os olhos dela brilhando de felicidades por me ver.
Rosa: Danilo, meu irmão- ela me abraçou- seu filha da p**a nunca mais me deixe aqui, eu precisei tanto de você- ela desabou de chorar -
DL: calma n**a, agr eu já acordei e não saio mais de perto de você, não fica assim - com dificuldade alisei os cabelos dela -
Rosa: Vontade de te m***r.
DL: Pelo visto vou escutar muito isso - ela riu- aah arranquei um sorriso seu -
Rosa: nunca mais me de um susto desses em
DL: Tudo bem, agr me conte, como estar o morro ?
Rosa: Tá bem - ela disse abaixando a cabeça triste-
DL: Que houve Rosa? Nem minta pra mim
Rosa: Estava grávida do JP, mais perdi - Vi seus olhos encherem denovo -
DL: po irmã não fica assim , talvez não era a hr.
Rosa: Sim
Rita: Não era mesmo , filho de marginal - olhei pra ela
DL: pois nessa altura você já sabe que seu filho é um deles né?
Rita: Era, depois dessa eu não tiro mais o olho de vocês
DL: Era não mãe, sou , eu vou continuar no morro, queira a senhora quer não, é isso que eu sou , esse mundo me domina e pronto.
Rosa: Não se esforce falando disso, depois conversamos sobre isso como família. - minha mãe apenas assentiu com a cabeça.