Capítulo 116

1263 Palavras

Capítulo 116 GUEPARDO NARRANDO Depois que eu saí do quarto, fui resolver meus B.O mas a cabeça não saía da Analu, fiz as paradas e voltei pra casa. Tudo silêncio. Subi para o quarto. Quando eu empurrei a porta, senti na hora. Não foi algo visível de imediato, não foi um choro escancarado nem um pedido de ajuda. Foi uma coisa mais sutil, mais perigosa. Um silêncio diferente. Um ar pesado demais pra um quarto grande. Analu estava deitada na cama, de lado, encolhida, o rosto virado pra parede. O corpo imóvel demais. Meu primeiro impulso foi fechar a cara. Meu segundo foi ficar parado, observando. Ela não estava bem. Eu conhecia esse tipo de silêncio. Era o mesmo silêncio que vinha antes de uma explosão. Ou pior: antes de alguém quebrar por dentro. Caminhei devagar até a beira da cama.

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