Capítulo 68

1063 Palavras

Capítulo 68 ANALU NARRANDO Eu não sei quanto tempo fiquei sentada no chão, com o rosto enterrado nos joelhos e o corpo tremendo. Só sei que, em algum momento, a cabeça parou de doer e virou só um vazio, um vazio latejante, pesado, sufocante. A vergonha queimava minha pele. A culpa mordia minha garganta. E a sensação das mãos dele, aquelas mãos, não saía da minha memória. Eu precisava respirar. Eu precisava existir de novo. Mas estava difícil lembrar como fazia isso. Foi então que ouvi a batida na porta. Uma batida leve, quase tímida, completamente diferente da de antes. — Filha…? — a voz da minha mãe, dessa vez mais calma. — Agora que eu consegui respirar um pouco a gente precisa conversar. Eu e seu pai estamos muito preocupados. Eu fechei os olhos. Putä merdä. Eu não tinha f

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