Capítulo 99 NALANDA NARRANDO Acordar foi como emergir de um lugar pesado, escuro, onde o corpo não obedecia e a cabeça parecia cheia de algodão. No começo, eu não entendi onde estava. A luz era fraca, amarelada, o cheiro forte de remédio misturado com algo conhecido demais. Levei alguns segundos para reconhecer o teto, a parede descascada, o som distante do morro respirando lá fora. O postinho. O mesmo lugar onde eu tinha vindo quando o Pardal foi atingido. Meu estômago revirou na mesma hora. — Ai… — gemi baixo, levando a mão à barriga. Uma dor funda, incômoda, como se algo tivesse sido arrancado de dentro de mim à força. Minha boca estava seca, amarga. A cabeça latejava. — Ela tá acordando. — ouvi uma voz masculina, baixa. Virei o rosto com dificuldade. Breno estava encostado p

