Capítulo 108 ANALU NARRANDO Acordei com um silêncio estranho. Daqueles que não acalmam, apertam. Estiquei a mão pelo colchão antes mesmo de abrir os olhos e senti o vazio do outro lado da cama. Nenhum peso. Nenhum calor. Nenhuma respiração pesada. Nada . Abri os olhos de vez e encarei o teto por alguns segundos, sentindo um alívio imediato subir pelo peito . Graças a Deus . Pelo menos hoje eu não ia ter que acordar olhando pra cara do Guepardo . Sentei na cama devagar, a cabeça ainda meio pesada, o corpo cansado como se eu tivesse passado a noite inteira brigando sem parar . Talvez tivesse mesmo . Aqui dentro, pelo menos . Olhei em volta. O quarto grande demais. Arrumado demais. Impessoal demais. Nada aqui era meu . Nem a cama onde eu dormia . Levantei, fui até a janela e abri um

