Capítulo 109

951 Palavras

Capítulo 109 ANALU NARRANDO O tempo aqui dentro desse quarto não passava. Ele se arrastava. Cada minuto parecia uma hora, cada hora parecia um dia inteiro esmagando meu peito. Eu estava sentada no chão, encostada na parede, com os joelhos dobrados e os braços em volta deles, olhando pro nada como se o nada fosse responder alguma coisa. A porta continuava fechada. Trancada. Silenciosa demais. No começo eu contei os minutos. Depois perdi a conta. Depois perdi a paciência. Depois perdi a força. Minha garganta estava seca. Meu estômago roncava, mas não de fome normal, era um embrulho estranho, um nó que ia e voltava, como se algo dentro de mim estivesse fora do lugar. Eu não tinha comido nada desde cedo. E, mesmo assim, a simples ideia de comida me dava um enjoo rüim. Levantei deva

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