Capítulo 110

1101 Palavras

Capítulo 110 GUEPARDO NARRANDO Quando eu vi ela ajoelhada no chão do banheiro, passando mäl daquele jeito, alguma coisa em mim quebrou. Não foi raiva. Não foi tesãö. Não foi posse. Foi pânico. Pânico real. Daqueles que apertam o peito, travam a respiração e fazem o mundo sumir ao redor . — Analu… — falei baixo, entrando de vez no banheiro, esquecendo qualquer ordem, qualquer limite que ela tivesse tentado impor . Ela estava pálida demais. O rosto sem cor. O corpo tremendo como se tivesse febre, mas a pele fria. O cabelo grudado no rosto suado. A mão apoiada na parede como se, se soltasse, fosse cair . — Não chega perto… — ela murmurou, a voz fraca, diferente daquela Analu que gritava, quebrava coisas, me enfrentava sem medo. — Sai… eu tenho nojo de você… Isso bateu. Bateu fort

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR