HELENA — SEU DESGRAÇADO! — a voz do homem rasgou o ar como uma lâmina. — EU VOU MATAR VOCÊ! Foi tudo muito rápido. Quando olhei pra trás, Digão já vinha feito um touro desgovernado, os olhos injetados de ódio. Coringa deu um passo à frente, confuso, tentando entender o que estava acontecendo, mas ainda com aquele ar debochado que usava como armadura. — Qual foi, Digão? Bateu com a cabeça, caraí?! — ele questionou, com uma risada nervosa. O que veio em seguida foi um soco seco, direto, brutal. O impacto estalou no rosto do Coringa. Ele cambaleou pra trás, com a mão no queixo, e antes que pudesse reagir, Digão já tava em cima de novo, rugindo: — EU TE PEDI PRA ACHAR A MINHA FILHA, NÃO PRA COMER ELA, SEU MERDA! Os dois caíram no chão. Punhos, cotovelos, gritos abafados. Rolavam como doi

