Capítulo 31 – O Último Dia

1162 Palavras

O céu amanheceu carregado de nuvens, como se o próprio tempo lamentasse o que estava prestes a acontecer. O ar estava denso, quase parado, e uma brisa fria cortava o silêncio da manhã como um presságio. Pássaros não cantavam naquele dia. Nem mesmo os galos se atreveram a anunciar o amanhecer. Era como se até a natureza tivesse decidido observar em silêncio. A fazenda, geralmente viva com o tilintar de ferramentas e o vai e vem dos peões, parecia suspensa no tempo. Um silêncio estranho pairava no ar, quebrado apenas pelos passos apressados dos criados que decoravam a varanda com flores recém-colhidas, tentando fingir que aquele dia era comum. Tecidos brancos pendiam das colunas como fantasmas, dançando levemente ao vento. Cada laço, cada flor, cada vela acesa carregava a tensão de um espet

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