O dia amanheceu estranho na fazenda. O céu, carregado de nuvens, parecia refletir o peso que pairava sobre cada parede da casa principal. Augusto andava de um lado para o outro no escritório, os olhos injetados, o punho cerrado em torno de um copo de uísque. Ele sentia. Sentia no cheiro do ar, nos olhares evitados, nos sussurros apressados. Algo estava errado. Rosália passava menos tempo na cozinha e mais tempo próxima a Alana. Tiago, o peão aleijado, andava observando demais — mesmo com a perna comprometida. E Marta… Marta m*l o encarava nos olhos. Augusto apertou os dentes. Estavam tramando algo. E ele sabia exatamente quem seria o centro disso tudo: Alana. Subiu as escadas a passos pesados. Abriu a porta do quarto dela com brutalidade. A encontrou sentada na beira da cama, os ol

