Alana caminhava pelas ruas da pequena cidade, a brisa fresca da manhã acariciando seu rosto, quando avistou o Padre Miguel, de pé na porta da igreja. Ele a observou se aproximando com uma expressão séria, mas ao mesmo tempo acolhedora, como se soubesse que algo importante estava prestes a acontecer. — Alana, minha filha — disse ele, com uma suavidade que sempre a tocava profundamente. — Eu tenho algo para você. Algo que talvez possa responder algumas perguntas que ainda restam. Ele estendeu uma carta envelhecida, selada com cera vermelha, que parecia ter sido guardada por muitos anos. Alana a pegou com as mãos trêmulas, sentindo o peso daquilo. O cheiro do papel, um pouco mofado, trazia com ele o fardo de um passado longamente esquecido. Quando olhou para o padre, ele fez um gesto como s

