Pete on
Acordei em uma cama macia, em um quarto luxuoso assim por dizer, me lembro vagamente do que aconteceu, levantei e caminhei até a porta na esperança de encontrar a mesma aberta, mas óbvio que não estava, comecei a gritar e bater na porta, mas foi tudo em vão.
Logo ouvi passos se aproximando da porta, em seguida a mesma sendo aberto, e um homem mascarado um tanto familiar adentrou com uma bandeja na mão, mandando eu comer. Fiquei encarando o mesmo por um tempo, até que me pronunciei.
- O que você quer de mim? Deixe-me ir embora! Você não tinha esse direito de me sequestrar! Eu não te fiz nada! –digo aos berros.
Xxx- Você fez sim, fez até demais, tanto que quando eu acordo, quem me vem a mente é você. –diz, me deixando ainda mais confuso, tentando me recordar de onde conheço essa voz.
-Por que não me mata de uma vez? Vai em frente, não vou ficar sendo seu prisioneiro. –digo e o mesmo caminha um pouco em minha direção.
Xxx- Seria fácil demais, e eu tenho planos melhores pra você. –sussurra em meu ouvido e me afasto bruscamente do mesmo.
Esse cara só pode ser maluco.
O mesmo se vira e sai, trancando a porta, suspiro cansado, pensando se meu pai já havia colocado aqueles milhares de seguranças atrás de mim. Mas eu duvido muito, sem opção acabei comendo tudo o que havia na bandeja, não vou negar que estava morrendo de fome, e confesso que estava uma delícia aquele café da manhã, que sequestrador trata tão bem assim seu prisioneiro?
Me sentei na cama, pensando em alguma maneira de sair desse lugar, será que meu pai colocou alguém pra me procurar?
Odeio ficar trancado, me sinto m*l, sufocado, me aproximo da janela, na esperança de conseguir escapar, mesmo que eu tenha que pular do terceiro andar, mas a janela tem um tipo de tranca eletrônica, esse cara deve ser muito rico pra colocar até tranca eletrônica na janela, mas por que então me sequestrou?seria pessoal? Um inimigo de papai?
Estava perdido em pensamentos quando o mesmo entrou no quarto bruscamente, me assustando um pouco.
Xxx- Acabei de entrar em contato com seu papai. –diz ele, me olhando intensamente, por mais que eu não pudesse ver seu rosto, por conta da máscara, seus olhos me parecem tão familiar.
-afinal de contas, o que você quer com tudo isso? Vindo aqui me azucrinar com essas coisas? Se você tem algum problema com meu pai, que se resolvam, mas não me envolva nisso, eu só quero paz! –digo, com raiva, e me arrependo, já que o mesmo avança em cima de mim me encurralando na parede.
Seus olhos passeiam por todo o meu rosto, mas logo seu olhar encontra o meu.
-Por que está me olhando desse jeito? –Pergunto com um misto de confusão.
Xxx- Se você soubesse...se soubesse o que quero fazer com você, não iria fazer essa pergunta. –responde olhando para minha boca.
Respirei fundo, sentindo seu perfume, que também era familiar pra mim, mas quem é esse homem?
-Se afasta, por favor... –Peço.
Xxx- Logo você vai implorar para estar na minha cama. –sussurro.
-Se encostar em mim de novo eu vou socar sua cara, seu pervertido! – exclamei e o mesmo deu uma risada.
Xxx- Deixarei a porta aberta, você pode ir explorar a residência, a cozinha fica no andar debaixo, e novamente vou te avisar que não adianta tentar fugir. Você pode ter certeza que tenho mais seguranças nessa casa do que o próprio presidente. –disse
Ele se virou e saiu, deixando a porta entre aberta, curioso pra saber onde estava resolvi sair, mesmo receoso, poderia ser uma armadilha.
O corredor estava vazio, ambiente calmo, escutei vozes do andar debaixo e resolvi seguir elas, haviam duas mulheres conversando, servindo um banquete de café da manhã, na mesa tinha tanta coisa, logo resolvi descer, e as duas param de conversar e me olham de maneira estranha.
-Podem por favor me dizer onde fica a cozinha? –perguntei, e uma delas me levou até a cozinha.
Lidia- Meu nome é Lidia, sou uma das empregadas–diz ela sorridente.
A outra empregada apenas me olhou com desdém, mas nem me importei, Lidia me levou até a cozinha e fez questão de preparar um sanduíche para eu comer, comi com tanta fome, como se estivesse anos sem comer.
-Pode me dizer onde estamos Lidia? –Ela somente n**a com a cabeça.
Quando eu ia lhe fazer uma outra pergunta, sou o interrompido por uma voz grossa.
Xxx- Vejo que desceu para comer. – disse se aproximando de mim.
- Já estou farto dessa palhaçada! Eu exijo ir embora agora! –Grito, mas o palhaço na minha frente apenas dar risada.
Xxx- Creio não poder fazer nada a respeito, seu pai não sofreu o suficiente. –diz friamente.
-Se seu problema é com meu pai, você sequestrou a pessoa errada, me deixa voltar para minha vida! Vou fingir que isso nunca aconteceu.– peço na esperança dele aceitar meu pedido.
Xxx- Você vai descobrir da pior maneira que seu pai não vale nada, não passa de um verme. –Diz e sai, me deixando para trás com um pulga atrás da orelha.
Olha para a empregada, que abaixa a cabeça com o rosto triste, volto meu olhar para a porta que o mesmo havia saído e suspiro.
Esse desfecho está longe de acabar.