Vegas on
Entro no meu escritório e bato a porta com força, retirando a máscara, meu rosto estava pingando suor, me apoiei na mesa e joguei minha cabeça para trás, respirando fundo.
- O que está acontecendo comigo? Não posso deixar esse sentimento tomar conta do meu corpo, ou tudo terá sido em vão. –digo para mim mesmo.
Talvez eu esteja sentindo um pouco de culpa por estar mantendo ele preso aqui, talvez por eu estar encantado por ele, aquela beleza única que ele tem, aquela boca que é tão convidativa e ao mesmo tempo que quero beija-la, quero arranca-la fora.
Me sentei na minha cadeira, tomando um gole de whisky, não me preocupei em fechar a porta, minhas ordens são claras, ninguém entra no meu escritório sem a minha permissão.
Fiquei um tempo submerso em meus pensamentos, quando meu telefone toca, encaro ele por um tempo e resolvo atender.
- Nabim, a que devo a honra de sua ligação? –Pergunto com sarcasmo, jogando meu corpo para trás encostando na cadeira.
Nabim - Você sabe muito bem o porquê da ligação seu desgraçado!!! – O mesmo berra, me arrancando uma gargalhada, logo ficando sério.
- Olha como fala comigo seu velho escroto, lembre-se de quem está no comando seu verme, e eu estou fazendo bem, mantendo Pete longe do monstro que você é. – Digo seriamente, e o mesmo fica em silêncio, então continuo.
-Ate quando você vai mentir para Pete? esconder o monstro que você é, por que você não conta a ele que matou meu pai? Será que é tão difícil fazer essa confissão? ou você acha que vai morrer sendo o papai perfeito pra ele? Você sabe que eu vou te matar, e se você não fizer tudo o que eu mandar. Quem vai pagar o pato dessa história, será o Pete.– Digo por fim e desligo.
Respiro fundo, mas logo escuto um barulho na porta, coloco a máscara e caminho até a porta rapidamente, e quando abro dou de cara com um Pete com os olhos arregalados e trêmulo.
- Não te ensinaram que é feio ficar bisbilhotando as pessoas alheias? – Pergunto e o mesmo ainda me olha com espanto, ele estava pálido.
-Nao vai dizer nada ? – Pergunto encarando o mesmo engolir em seco.
Pete- Eu... eu só... –O mesmo não termina a frase pois desmaia, e antes que seu corpo batesse com tudo no chão, eu o segurei.
Ele com certeza ouviu toda a conversa.
Peguei o mesmo e caminhei com ele até seu quarto, o deitei na cama e fiquei um tempo analisando seu rosto, tão sereno, me levantei, para poder chamar uma das empregadas para cuidar de Pete, mas sinto sua mão segurando a minha, me impedindo de caminhar.
Pete- Vegas... fica comigo. –o mesmo pedia, e paralisei no mesmo instante.
Olhei para Pete, e ele estava de olhos fechados, provavelmente delirando, mas ele...ele falou meu nome, me quer por perto, engoli em seco pensando em como ele vai ficar depois de descobrir que eu sou a pessoa por trás disso tudo. Me sentei ao seu lado na cama, segurando sua mão, enquanto acariciava seu rosto, contornando seus lábios rosados, que eu estava louco de vontade de beijar...
Não demorou muito e Pete estava dormindo tranquilamente, deixei ele com Lídia e sai de lá o mais rápido possível, eu não poderia perder o controle, pelo menos não agora. Sinto que se eu ficasse mais um segundo perto dele, poderia fazer uma loucura, só dele ter me chamado daquele jeito manhoso, eu tive vontade de arrancar suas roupas e o f***r ali mesmo, mas me contive.
Entrei no meu quarto e fui logo arrancando minhas roupas, precisava de um banho frio urgentemente.
Suspirei aliviado sentindo a água fria batendo contra minha pele, meu corpo estava pegando fogo, era tanto t***o acumulado, sentia que iria explodir a qualquer momento. Meu p*u estava duro feito uma rocha, pulsando, comecei acariciar o mesmo, sentindo meu líquido de pré g**o escorrer, e eu só conseguia pensar no Pete aqui de joelho, chupando meu p*u todinho.
Comecei a movimentar minha mão com mais intensidade, eu estava ofegante, chegando perto do meu limite, não demorei muito e jorrei todo meu líquido na parede, soltei um gemido rouco, jogando a cabeça para trás.
-Olha o que você faz comigo Pete, mas quando eu te pegar....ah você não perde por esperar. –Digo, logo pegando o sabão para continuar meu banho.
Já havia terminado o banho, e sai para resolver uns assuntos da máfia, agora estava de volta em casa. Chamei Lídia, e perguntei como estava Pete.
Lídia - Ele não comeu nada desde o café da manhã, disse que queria ficar sozinho. – Disse, e se retirou.
Subi as escadas e fui em direção ao quarto de Pete, entrei e o mesmo se encontrava embaixo das cobertas, todo encolhido.
-Vai fazer greve de fome agora? –Perguntei, e o mesmo se levantou em um pulo.
Pete - Eu...eu só não estou com fome agora. –Disse, evitando me encarar.
-O que você ouviu atrás da porta do meu escritório Pete? –Perguntei com as sobrancelhas arqueadas.
Pete ficou em silêncio por um tempo, buscando uma resposta para minha pergunta.
Pete - É verdade aquilo que você disse? –Perguntou finalmente me encarando.
-Seja mais específico Pete, eu disse muitas coisas. –Respondi com um sorriso ladino nos lábios.
Pete - S-sobre o meu pai...ter matado o seu..–Respondeu com receio.
-Sim, é verdade, seu pai traiu meu pai, ele é um monstro e vai pagar por isso, sabe Pete.. –O chamo, me aproximando do mesmo.
-Eu não queria estar fazendo nada disso com você, mas eu não tive escolha, o seu pai, não me deu escolha. Você não tem culpa de nada e vai pagar pelos erros do seu pai, seu pai tem tantos assassinatos nas costas, pessoas inocentes morreram nas mãos dele, vou fazer um favor ao mundo eliminando esse vírus dele. –Digo, e ele me encara espantado.
Me aproximo mais um pouco, e levo minha mão até sua bochecha, deixando um carinho, Pete fecha os olhos e prende a respiração, dou um meio sorriso e me afasto dele.
- Desça e vá comer alguma coisa, preciso de você forte, para o evento que vai acontecer hoje está noite.
Saio de lá e vou direto para o meu escritório, retiro a máscara, jogando em cima da mesa, limpo o suor que cai em meu rosto, me sento no sofá pensando no que vou fazer a partir de agora, já que sinto que eu estou completamente...
Apaixonado.