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O Destino de Kat

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vingança
proibido
casamento arranjado
máfia
drama
alegre
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intro-logo
Sinopse

No mundo da máfia algumas famílias podem ser tão gananciosas e esquecem do significado da palavra família. Uma jovem de 15 anos pode ser oferecida a casamento a um homem 30 anos mais velho que ela para que seu pai se mantenha no poder. Com ajuda ela consegue fugir desse casamento, foge da máfia, se reergue, mas se quebra com mentiras e traições, com o coração partido toma decisões que podem ser vistas como incoerente, mas e quando o amor verdadeiro, aquele que vem de forma inesperada e que em nenhum momento te machuca, independente de onde venha, vale a pena vive-lo.

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O Plano
Katerina está na sala de casa. As paredes brancas e sem quadros ao seu redor transmitem uma paz que até parece palpável. A jovem suspira enquanto afunda no sofá. A canção soando em seu fone de ouvido faz parecer que escuta alguém cantando ao vivo somente para ela. Tudo estava tão calmo que sentiu as pestanas pesarem, embora ainda fosse dia. No entanto, a serenidade que vivenciava foi interrompida quando, mesmo com os fones, ouve os passos dele em sua direção. Ela olha em sua face e encontra nela a determinação irritante que vinha junto com o assunto de sempre. A partir disso, não havia mais a brancura das paredes exalando paz. Seu conforto desapareceu. A música se tornou inaudível porque só escutava as exigências na voz de seu pai. — Não adianta, já falei que não vou me casar com ele, não aceito — retalha a garota, tirando os fones de ouvido e se levantando num salto. — Não faço parte disso. Quantas vezes vou ter que dizer? Fora que ele tem a sua idade — a voz de Katerina sai estremecida. — E eu já disse que não é uma escolha, já está decidido, irei fazer seu contrato de casamento hoje e não falemos mais nisso! – exclama o outro. — Mamãe... — Kat suplica com a voz chorosa. A mulher se aproximando timidamente pelas laterais respira fundo antes de falar. — Filha, no nosso mundo é assim que as coisas acontecem, meu casamento e de seu pai também foi por contrato – explica Kendra quase sem abrir a boca. A jovem meneia a cabeça, pois sabe que a mulher não é capaz de enfrentar o marido. — Entendo — responde Kat com azedume. — Por isso que até hoje você nunca foi feliz — complementa num fôlego só e sai correndo para o quarto. A garota bate à porta de seu cômodo e se joga em sua cama. Libera pelos olhos toda a sua frustração no travesseiro onde enterra a face. Alguns minutos depois, escuta uma voz familiar. — Kat, estou aqui. Ela arregala os olhos, pois reconheceria aquele timbre em qualquer lugar. Era Penelope Johnson, Penny, sua amiga. A recém-chegada entra no quarto e já corre em direção a cama. Katerina sente os braços da amiga e se deixa levantar e ser abraçada por eles. Não demorou para as lágrimas cessarem seu derramamento, ainda que por poucos minutos. — Eu queria sumir, Pen — confessa Kat entre soluços. Não houve exatamente uma conversa entre as duas. Por grande parte do tempo, Katerina soluçava ofensas ao pai e se lamuriou enquanto se via amparada por sua colega. Paralelo a isso, tinha seus ombros afagados por Pen. Um momento delicado que em instantes foi interrompido por Theodoro Harris, irmão de Katerina. — Mamãe me contou o que aconteceu — disse o rapaz, parado na porta. Tinha na face uma expressão furiosa. — Estou aqui, pequena, e vou resolver. Essa palhaçada vai acabar. Théo se aproxima da irmã. Senta-se na cama e a tira por uns instantes dos cuidados da amiga para abraçá-la. — Promete? – Kat se ouve perguntando. — Você confia em mim? — Sim. — Farei de tudo, nem que com isso não possa mais te ver — nesse instante, encara a irmã nos olhos. — Vou até às últimas consequências — acrescenta e dá um beijo em sua testa. O rapaz sai do quarto com uma tranquilidade parcial, pois sabe que sua irmã está em boas mãos com Pen. Por outro lado, a irritação ocupava a maior parte do seu ser. Ele luta para se controlar, enquanto verifica se alguém está passando pelos corredores antes de pegar o celular e fazer uma ligação para Peter, seu melhor amigo. — Fala, brother – cumprimenta Peter, do outro lado da linha. — Tenho que te encontrar, preciso de ajuda – responde Théo. — O que aconteceu, cara? — É a Kat... — Ela está bem? — interrompe Peter, já se levantando. O rapaz está em casa e em instantes pega a chave do carro. — Meu pai quer casar a Kat com o Oliver de toda forma — a fala de Théo sai por entre os dentes. Embora quisesse ajudar a irmã, não via meios de fazê-lo. — Vou precisar de um plano. — Me encontra no bar daqui há trinta minutos – responde Peter ao abrir a porta de casa. — Ok – responde Théo e também sai de sua residência. Enquanto isso, Peter, ainda com o celular, manda mensagem para Kat: “Minha linda, preciso te ver”. “Mas sua irmã está aqui”. “Mande-a ir embora, vou entrar pela janela em cinco minutos”. “Ok.” — Penny, pode comprar algum doce para mim? — pede Kat, pensando em ficar sozinha com Peter. Ela rapidamente enxuga o rosto e franze a testa. — Acho que quero ficar gorda e feia, já que não posso morrer — acrescenta com um sorriso ácido. — Tem certeza? — Penny confere. — A essa hora só acho algo no shopping. Kat dá de ombros, respirando fundo. — Eu espero, Pen. Não tô com pressa, de todo modo. — Está bem, já volto, vou passar em casa e avisar que vou dormir com você – conclui Penny, se levantando. — Obrigada, Pen, te amo. — Também te amo, amiga. Foram os dois minutos mais longos da vida de Katerina. Ela andou de um canto a outro em seu quarto à espera de sua próxima visita. A janela já estava aberta e era visitada a cada instante. A ansiedade batia forte no peito de Kat. Sentimento que se dissipou no momento em que Peter apareceu apoiado no peitoril. — Ei, minha linda, já fiquei sabendo – ofega o rapaz, entrando no cômodo. — Só me abraça, Pet! O passo que um deu em direção ao outro foi milimetricamente semelhante. Uniram-se como ímãs por meio de um abraço apertado. Peter, com o coração a mil por hora, traz com gentileza a cabeça de Kat para seu peito e cheira seus cabelos. Ao mesmo tempo a mantém segura no casulo que seus braços se tornaram. — Vamos dar um jeito, está bem? — diz Peter e ela se aconchega mais em seu abraço. — Eu confio em você. — Fico feliz em ouvir isso, porque eu sempre cuidarei de você, você é tudo para mim – responde Peter com mansidão e dá um beijo no topo da cabeça de Kat. — Se não tiver jeito, eu me mato, mas não me deito com ele. — Ei, jamais repita isso. Peter levanta o rosto dela, segurando seu queixo. Nota pequenas lágrimas, brilhando feito cristais, a escorrer pelos contornos da face delicada de Katerina. — Eu não suporto a ideia dele me tocar, Pet. — Ele não vai — garante, limpando uma das lágrimas com o polegar. — Queria que minha primeira vez fosse com alguém que realmente goste de mim – comenta Kat e se afasta alguns passos do abraço de Peter. — Bom, nisso eu posso te ajudar – argumenta Peter com um sorrisinho de lado. Ela o encara. — Você sabe que sou apaixonado por você, Kat. Sempre fui e sempre vou ser. — Eu também sou por você – afirma Kat ao sorrir também. — Então que tal fazermos isso amanhã? – Ele se reaproxima. — Está bem — Kat ruboriza. — Na casa de praia. Eu te espero no nosso lugar. Sentindo como se Peter lhe roubasse o ar, ela se bastou num gesto positivo com a cabeça. Peter torna a segurar seu rosto. — Não chora mais, minha linda, amo seu sorriso – elogia e seu sorriso se alarga. — Vou tentar – ela diz, com um soluço. Peter volta a limpar as lágrimas de sua musa e a beija. Era um gesto apaixonado, cheio de emoção. De modo que ambos os lábios pareciam que desejavam qualquer coisa, menos se separar. No entanto, era necessário. — Tenho que encontrar seu irmão – comenta Peter com a testa encostada na de Kat. — Tudo bem. — Até amanhã, meu amor – Peter se despede, afastando-se de costas rumo à janela. Katerina não se contenta com aquelas palavras e dá um passo largo em direção a Peter, selando novamente seus lábios com os dele antes de vê-lo deixar seu quarto da mesma forma que entrou. E enquanto ele se distanciava da casa, um pensamento em especial reverberou na mente da jovem: “se vou me casar com aquele velho, pelo menos terei minha primeira vez com o Pet.”

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