Eles fazem amor praticamente a noite inteira.
Brad se perde no corpo jovial de sua amada. Escutá-la gemer em seu ouvido enquanto a penetra é a melodia que mais agrada seus ouvidos durante a noite. Ter o mamilo da menina em sua boca, mordiscá-lo de leve para fazê-la cantar ainda mais e apertar aqueles s***s que m*l terminaram de crescer era ter um toque do paraíso.
O amor dos dois fluiu tão dinamicamente e sem espaço para pausas que ninguém viu quando a noite se ausentou. Ainda sem roupa, Kat virou de costas para a nudez frontal de Brad para ver o nascer do sol pela janela enquanto sentia atrás de si o m****o pulsante do rapaz.
— Você precisa ir para o colégio hoje — ele murmura, com o braço em volta da garota.
— Ah — ela geme. — Mas já?
— Infelizmente, minha princesa.
Ele a vira de novo para vê-la de frente. Beija sua barriga.
— Ah, Brad.
Preparando uma despedida digna, ele volta a beijar sua barriga e desce os lábios pelo corpo da menina.
— Ei, por mais que eu esteja gostando, estou achando que assim vou me atrasar, não é?
— Melhor não ir hoje, assim você me leva no aeroporto e de lá você vai, o que acha?
Ele beija o topo da cabeça dela.
— Tudo bem, eu te levo.
Ela o beija e morde os lábios de Brad. Ele se levanta e a pega no colo, levando-a para o banheiro. Os dois se banham e depois começam a se arrumar. No momento em que estão vestindo suas roupas, Kat se lembra de um detalhe:
— Ei, Brad, você disse que tinha duas coisas para me dizer, qual a segunda coisa?
— Ah! É verdade.
Ele se aproxima, abraça a menina por trás, beija seu pescoço e depois sussurra em seu ouvido: “eu te amo.”
Kat sente a pulsação dela acelerar.
— Brad...
— Não fala nada, tá? Eu só queria que você soubesse que eu te amo e que vou voltar.
— Tudo bem, quem sabe quando você voltar meu coração já está mais aberto?
— Eu espero que sim.
Os dois se beijam. Brincam com a língua um do outro. Fazem amor novamente, por quase a manhã inteira. Brad arruma as coisas dele e as coisas de Kat. O voo dele sairia às 16:00 horas, então aceleram o passo até que as últimas peças de roupa fossem guardadas nas malas.
14:30 eles saem do apartamento em direção ao aeroporto e apreciam a paisagem pelo caminho. Ou, talvez, o dia bonito não estivesse tão deslumbrante e aquela sensação de que tudo estava bem era unicamente porque os dois não paravam de se encarar com paixão.
— Tenho quase certeza de que você está conseguindo entrar no meu coração — ela solta.
Brad a encara com uma mescla de perplexidade e alegria.
— De verdade?
— Sim, eu não queria que você fosse embora.
— Eu volto em no máximo 20 dias — seu tom de voz aumenta devido a emoção. — Eu Prometo. Isso se eu aguentar ficar todo esse tempo longe de você.
— Pelo menos o colégio é o dia inteiro, então vou me distrair um pouco.
— Meu amor, toda noite irei te ligar, não se esqueça, está bem?
— Tudo bem — ela sorri. — Se encontrar meu irmão ou minha mãe, você pode tirar uma foto deles para mim?
— Vou fazer isso.
Eles se abraçam e se beijam. O voo de Brad é chamado.
— É agora.
— Vou sentir sua falta. Te amo, meu namorado — ela cora.
— Eu também te amo, namorada.
Os dois selam seus lábios pela última vez. Kat o observa partir e depois vai para o colégio, embora sentindo que um pedaço seu partia junto com Brad.
No caminho, passa cabisbaixa pela praia. Coloca os pés na água do mar e pensa em tudo o que aconteceu. Lembra-se de Peter, da sua fuga, de sua mãe, seu pai a obrigando a se casar por poder, a falta que sente de sua melhor amiga… e agora que Brad se foi, ela irá ficar sozinha como nunca ficou antes.
O medo bate à porta de seu interior. Conseguiria enfrentar tudo sozinha? Seria melhor voltar a Darwin, seguir seu destino, se casar com Oliver, mas ter sua família por perto. O cara já está velho, quem sabe não demora para morrer?
Não, ela não suportaria isso. E se Oliver descobre que ela está com Brad, também o matará. Tudo bem que Brad é diferente do Peter, ele é um herdeiro, seu pai o protegeria, seria uma briga de dois poderosos. No entanto, se algo acontecesse a ele, seria mais uma culpa para carregar em meu peito.
“Ah, meu Deus, o que eu faço?”, Kat se pergunta.
Se conhecesse melhor o Brasil, poderia fugir, começar em outro lugar, onde nem Brad e nem Théo saberiam, pois dessa forma manteria os dois protegidos de Oliver. O que fazer?
Quando se dá conta, já está bem tarde. O colégio tem horário para fechar os portões, por segurança dos próprios alunos. Portanto, a menina acelera os passos e segue até o local.
Chegando lá, vai direto para o seu dormitório. Guarda suas roupas, coloca seus materiais da forma que a agrada e isso acaba a distraindo um pouco. Decide tomar um banho e descansar um pouco, afinal, ela teria aula só no dia seguinte.
Por volta das 19:00 horas, ela sai em busca de algo para comer. No meio do caminho, vê uma farmácia e se lembra de que precisa comprar a pílula do dia seguinte, uma vez que ela e Brad, no calor da emoção, esqueceram de se prevenir.
Além disso, decide que marcará uma consulta com o ginecologista para ver se já está tudo bem após a fatídica perda do bebê. Também para que o médico indique a ela um método contraceptivo que seja seguro, pois estava certa de que não poderia arriscar engravidar em um momento de bobeira como o que teve com o Brad. Não seria apropriado.
Os portões se fechavam às 21:00. Assim que Kat termina sua refeição noturna, ela compra um refrigerante e toma a pílula que comprou, quanto mais rápido, mais eficaz é seu efeito.
Às 20:40 ela já está de volta ao seu dormitório. São nesses momentos em que fica sozinha que tudo passa pela sua cabeça, relembra o passado, chora, lembra de recentes memórias que foram criadas e algumas lhe fazem rir.
Pensa em Brad. Ele iria passar a noite em viagem, então não ligaria para ela essa noite. Kat suspira. Tudo o que ela quer é seguir em frente. Seu coração ainda está muito machucado para se entregar a Brad, mas saber que ele a ama trás um conforto tão instantâneo que ela é abraçada pelo sono.