Um mês se passou.
No tempo em que Brad estava no Rio, todos os dias ele buscava Kat para dormir com ele.
Assim se finaliza o mês. Brad deve voltar a Sidney como combinou com seu pai, pois já se passaram os 30 dias, até que seu pai não ligou dentro desse período.
— Não consigo mais fugir, preciso ir em Sidney.
— Brad, tenta resolver. Mas volta para mim e tenta não bater de frente com ele, tá bom?
— Eu vou tentar, Kat. Eu vou ver seu irmão, vou falar para ele da gente e ver o que conseguimos fazer. Se a gente matar o Oliver, você pode voltar e podemos nos casar.
Kat sente um arrepio percorrer seu corpo.
— É perigoso, Brad, ele matou o Peter, não quero que ele te mate também.
— E não vai, meu amor.
— Tudo bem — ela suspira. — Só tome cuidado.
— É você que precisa de cuidado, meu amor. Eu te amo
— Eu também te amo.
Brad sorri encantado ao vislumbrar a bela face da menina. Logo a segura no colo e a rodopia no ar.
— Agora que eu volto mesmo — afirma, a colocando no chão outra vez. — Amor, se eu conseguir fazer você voltar, você... você se casa comigo? Tipo, eu sei que você fugiu de um casamento — acrescenta, sem graça. — É só que… eu…
— Brad, eu fugi de um casamento porque era um homem 30 anos mais velho que eu, nojento, grosso e você eu amo — ela interrompe carinhosamente. — Eu me caso com você.
Brad passa a mão nos cabelos com um sorriso de orelha a orelha e de repente grita:
— Ahh eu ganhei na loteria!
Kat gargalha. Brad amava testemunhar o quanto fazia essa doce menina feliz. E a partir daquele momento, desfrutaria ainda mais de tal felicidade.
Brad viaja para Sidney algum tempo depois. Ele não percebe que, enquanto caminha, um sorriso franco ocupa os cantos de seu rosto. Chegando em casa, já manda mensagem para Kat.
“Princesa, estou na casa do meu pai. Vou tomar um banho e dormir um pouco. Quando acordar, te faço uma chamada de vídeo...”
“Safado.”
“Com você, sempre. Te amo.”
“Eu também te amo, lindo. Bom descanso.”
É o que Brad faz. Ele toma banho e se deita na cama. Estava tão cansado que o sono o embala em poucos instantes.
Quando acorda, no Brasil já são 20:00. Então ele liga para a Kat. Eles fazem a prometida ligação em vídeo e deixam combinado que aos fins de semana Kat iria para o apartamento.
No sábado, quando o dia amanhece e os pássaros cantam por sobre as árvores verdejantes, Kat estava justamente no local combinado, trajando uma lingerie lilás.
— Oi, lindo — cumprimenta Kat, olhando sorridente.
— Oi, princesa.
— Descansou?
— Sim, mas eu queria que você me cansasse, sabia? — Brad abre um sorriso de canto.
— É? — ela ri, copiando aquela expressão.
— Ah, se eu tivesse aí agora — ele provoca.
— O que você ia fazer? — Kat põe as mãos para trás, pestanejando.
Antes mesmo de dizer, Brad sente seu m****o começar a se levantar. Seu semblante parecia dizer que ele era capaz de atravessar aquela tela.
— Eu ia te deixar peladinha para eu admirar esse corpo perfeito.
— E? — ela fomenta, mordendo o lábio inferior.
— Ah, Kat... — ele suspira pesadamente. — Eu ia te chupar tanto.
A boca de Kat se entreabre. Ela se remexe no lugar onde está.
— Brad, você me deixou molhadinha.
— Mesmo? — ele ri pelo nariz. — Então tira sua roupa para mim, vai. Mas peraí que vou te dar um incentivo.
O rapaz se ergue e tranca a porta do quarto. Logo tira a camisa.
— Ah! — ela arqueja, cada vez mais boquiaberta. — Brad, assim você acaba comigo
— Tira, vai — persiste o rapaz.
Kat se despe por inteiro, peça por peça, deixando cada parte de seu corpo à mostra. A menina desliza as mãos pela barriga e sobe ambas para os s***s, os quais ela massageia.
— Ah, meu amor — murmura Brad. — Vontade de beijar cada centímetro do seu corpo.
— E eu o seu.
— Eu te amo.
— Eu também te amo, volta logo.
Eles finalizam a ligação. Brad controla seu corpo depois da exposição que viu, pois terá uma reunião com seu pai na empresa. Não demora para que ele chegue em seu objetivo final. Atravessando as portas de entrada, vai direto ao encontro do seu pai.
— Oi — Brad o cumprimenta.
— Brad, já que você não me deu um retorno, preciso que me dê ao menos o nome da moça que você quer se casar — é a saudação dada por Brandon. — Você conhece as regras e não se pode romper um contrato matrimonial.
— Contrato esse que não foi assinado — observa Brad.
— Jafari é poderoso, meu caro, e a filha dele te quer como marido.
— Ele pode ser o que for, eu não vou me casar com ela — Brad diz como se pusesse um ponto final naquele assunto. — Se quiser, pode me deserdar dessa p***a toda. Faz um outro herdeiro e espera ele fazer 18 anos e aí sim ele se casa com ela. Eu não vou compactuar com esse absurdo. Você me deu sua palavra.
— A palavra dele de nada vale para mim.
Diz Jafari entrando na sala do pai de Brad.
— E eu quero mais é que se exploda a opinião de vocês — Brad fala assim que o vê.
— Isso é jeito de falar comigo, moleque? — retruca Jafari, se aproximando do rapaz.
Brad vai até ele e se interrompe há somente alguns centímetros de distância do rapaz.
— Se você não consegue segurar a b****a da sua filha, que está piscando para me dar, o problema é seu. Diz a ela que não vou comer ela nem agora e nem nunca. –
— Me respeita! — rosna Jafari, dando um soco em Brad.
O rapaz recua cambaleante, mas não demora e saca a arma que estava em sua cintura. A mira logo é direcionada para onde se deve e o som do disparo não custa para explodir no ar. No entanto, o que mais abrangeu aquela sala, sem dúvida alguma, foi o silêncio, depois disso.
— Filho — Brandon balbucia, m*l se atrevendo a piscar ao ver o corpo no chão.
— Ninguém encosta a mão em mim — diz Brad olhando para o pai.
— O que você fez? — Brandon se aproxima meio trôpego da poça de sangue se formando.
— Isso é sua responsabilidade — acusa Brad de testa franzida. — Que p***a de mafioso você é que deixa alguém entrar na sua casa e fazer isso? NO SEU TERRITÓRIO, p***a.
— Filho, você não entende. Ele é... era um rei.
— f**a-se! — a resposta sai como um brado. — Vamos tratar de negócios.
— O que aconteceu com você? — Havia assombro no olhar de Brandon. — Enlouqueceu?
— Não vem não… — rosna Brad para o pai. — Você entrou no meu caminho!
Enquanto Brad e Brandon discutem, eles não repararam que Jafari ainda não estava morto. Aos poucos ele se movia.
— Eu preciso resolver isso, mais tarde conversamos.
Brad se levanta e sai. Contudo, assim que passa pela porta, ele escuta o som de novos disparos. Ele volta e vê que Jafari atirou em seu pai. Nesse instante, uma fúria poderosa se apossa dos movimentos de Brad. Ele torna a pegar sua arma e dá mais 3 tiros em Jafari, fazendo-o voltar para o chão, em sua própria poça de sangue.
— Pai! — berra o rapaz.
Ele vai até o pai. Percebe que Jafari o acertou bem na cabeça. O líquido vermelho se esvaindo da testa de seu pai carrega o pouco de consciência que Brad ainda conserva. Seu corpo está trêmulo. De repente ele se sente na beira de um penhasco, gritando sem que ninguém pudesse ouvi-lo. Se vê caindo em um abismo profundo em perpétua agonia.