O sol nasceu pesado sobre o Complexo. O cheiro de café fresco na cozinha da Casa Grande tentava, sem sucesso, mascarar o cheiro de tensão que ainda pairava no ar após a discussão da noite anterior. Guilherme (Terror) estava sentado à mesa, observando um mapa tático da Zona Norte. Ele não tinha dormido. As olheiras profundas eram o mapa de suas preocupações. Eu desci com Victor no colo. O bebê estava calmo, alheio ao fato de que seu destino estava sendo traçado entre fuzis e rádios comunicadores. — Ele não vai embora, Gui — eu disse, quebrando o silêncio enquanto me sentava à sua frente. — Meu pai está lá fora, no pátio, organizando o turno dos homens dele. Ele não vai sair daqui até ter certeza de que estamos seguros. Guilherme suspirou, fechando o mapa. Ele olhou para o filho e seu sem

