Capítulo 31

1333 Palavras

A Casa Grande nunca pareceu tão pequena. O silêncio que antes era preenchido pelo rádio comunicador e pelas risadas dos meninos, agora era cortado pelo choro baixinho de Victor e pelo som metálico de Guilherme limpando suas armas no escritório. Três semanas haviam se passado desde o resgate, e o morro vivia uma paz armada, daquelas que você sente que vai explodir a qualquer estalo de galho seco. Eu estava sentada na poltrona da amamentação, olhando para o rosto do meu filho. Ele era a perfeição em meio ao caos. Tinha os olhos puxados do pai, mas a calma que eu tentava manter, mesmo quando o mundo lá fora estava desmoronando. Minha mente, no entanto, não parava. As palavras do meu pai no hospital ecoavam como um aviso: “Se eu tirar meus homens daqui hoje, você cai amanhã”. Guilherme entro

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