O hospital particular na Zona Sul foi cercado em minutos. O comboio blindado do Complexo parou na porta da emergência com o som de pneus cantando. TZ saltou antes mesmo do carro parar completamente, carregando Bia nos braços. O rosto dele, geralmente focado e estratégico, era uma máscara de desespero e ódio. — Alguém ajude ela! — o grito do TZ ecoou pelo saguão, fazendo os seguranças do hospital recuarem diante da visão daquele homem coberto de suor e sangue, ladeado pelo Terror e pelo Menor. Lisa e eu entramos logo atrás, ajudando a equipe médica a colocar Bia na maca. Ela estava gélida. — Liz... o bebê... — ela sussurrou, a voz quase sumindo, antes de ser levada para o centro cirúrgico. Ficamos no corredor, um silêncio pesado caindo sobre nós. Guilherme abraçou o TZ, que tremia. Não

