O ar na quadra estava carregado de um perfume caro de jasmins e do cheiro sutil de velas de cera de abelha. Quando meus pés tocaram o tapete branco, o tempo pareceu desacelerar. Cada passo que eu dava ao lado do meu pai era um passo para longe da dor e para dentro de uma promessa. Guilherme estava lá, imóvel, com o Victor — já sonolento — apoiado em seu ombro. Ele não era o "Terror" naquele momento. Não havia fuzil, não havia ordens de execução. Havia apenas um homem cujo olhar me despia de todas as defesas. Ele me olhava como se eu fosse a única luz em uma vida que ele sempre achou que terminaria na escuridão. — Cuida dela, Guilherme — meu pai sussurrou ao me entregar, sua voz embargada. — Se você falhar, não importa a aliança... eu mesmo te busco no inferno. — Eu morreria mil vezes an

